Playlist: Telecurso Urban Conceitual Vol. II

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Cinema | Midnight Special (2016)

Posted by Samuel P. Cassemiro on 2/19/2017 in , , , , ,


Comparado com clássicos do Steven Spielberg, Midnight Special(2016) pode até ter algumas nuances relacionadas aos sci-fi dos anos 1980. Porem, ele parece traçar um modo mais introspectivo e simplista sem grandes extravagancias de mostrar as dificuldades de pai, que fará de tudo para ajudar seu filho.

A história, mostra os eventos que seguem Roy Tomlin(Michael Shannon) fugir com seu filho Alton (Jaeden Lieberther) após escaparem do parecia ser, uma fazenda onde se realizavam cultos religiosos., em torno da criança. Ao que indica, Alton é uma fragil com habilidades especiais com origens desconhecidas. Uma delas, é ser capaz 'sintonizar' frequências de rádio, estas eram usadas pelo culto como se fossem um novo manifesto do  'Deus' na Terra.

O filme nos leva em uma especie de road-trip pelo sul dos Estados Unidos, em busca de um lugar desconhecido e incerto. Onde pai e filho buscam entender as complexidades em si mesmos, ainda escapar das forças do FBI e da Ceita que os aprisionou por tanto tempo.

Se há alguma comparação, por mais estranha seja, é que filme tem de certa forma algumas particularidades com o Quarto de Jack (2015), afinal vemos a maior parte do tempo uma criança que cresceu quase por uma década isolada em fazenda cheia de malucos religiosos e agora é obrigada a enfrentar o mundo lá fora. Michael Shannon é um ator incrível, o filme tem poucos diálogos a maior parte do drama é passado ao espectador através das expressões de Shannon.

A ficção cientifica de um modo geral, sempre buscou extrapolar a ciência do futuro parar debater e questionar a humanidade nos dias de hoje. E com esse longa, a abordagem foi uma pouco diferente. Já que ele buscou mostrar os problemas entre pai e filho numa busca de auto conhecimento, fé e cumplicidade.

Jarden Lieberther faz um ótimo trabalho, já que Alton é menino bem fechado e fragil. E a maior parte do filme vemos ele se comunicar muito pouco, sempre tentando entender o que ele é e o quão perigoso ele poder ser para o mundo.

O longa tem nomes fortes no elenco, como Kristen Durst e Adam Driver, Durst faz o papel da mãe de Alton, uma mulher que foi expulsa da seita que pai e filho estão fugindo. Adam é o agente da Agencia Nacional de Segurança que é encarregado de encontrar o menino Alton.

Jeff, Shannon, Jarden, Kristen e Sam Shepard

O visual do filme tem um esmero tão delicado, Jeff Nichols apesar de um diretor jovem,  é conhecido por drama familiares, como Loving e Take Shelter (outro sci-fi incrível, também protagonizado por Shannon). Ele também ganhou o Palma de Ouro por Midnight Special. De certa forma os filmes desse cara, tem uma unidade muito bacana. Afinal ele costuma arrastar uma equipe com ele aos novos projetos que faz.

Definitivamente, Midnight Special não é uma cinema pipoca que vai te pegar na mãozinha e apresentar cada coisinha da trama, acho que este é um diferencial que o filmes grandes de holywood estão voltando aproveitar.

Quase como em Arrival (2016) a trama se desenvolve sozinha sem aqueles momentos estúpidos, onde toda a ação é parada pra alguém fazer um discurso explicativo para as pessoas (o espectador) que na trama na prática já sabem disso. Mesmo sendo ao que filmes underground sempre puderam desfrutar.

A trilha sonora  foi composta por David Wingo, que faz parte da trupe do Nichols. Ele trabalha muito bem um piano que tem um potencial muito grande para 'grandes temas do sci-fi'.



O filme teve recepções divididas, algumas pessoas gostaram outras acharam que foi um tentativa medíocre de emular os clássicos dos anos 80. Mas, pessoalmente, eu acredito que Jeff Nichols apenas tentou trabalhar os laços familiares com trama de fantasia. E ele faz uma trabalho competente, já que até então, ele trabalhou com filmes independentes, baixo orçamento e este foi um dos primeiros filmes mainstream que ele fez. 

No mais, Midnight Special nunca se propôs a ser nada, mais do que ele é. Um filme que vale apenas ser apreciado e quem sabe daqui alguns anos os hipster cult achem esse filme numa sessão do Netflix e ele se torne cultuado né?


[SPOILER SOBRE O FINAL DO FILME]

Bem, o que seria Alton? Bem foi a grande pergunta do filme né? É difícil entender o que o garoto quis dizer, sobre si mesmo. O deixa implícito é que possa ser um 'anjo'. Não no sentido religioso mas, seria a representação de um.  Já que o filme, mostra que os seres semelhantes a Alton são criatura feita de luz pura.

Quando Tommy enfim olha para o sol ao final do filme, notamos uma paz no seu semblante. Ele está feliz, por que seu filho está livre junto aos seus iguais.



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Séries | Stranger Things, o tributo aos anos 80

Posted by Samuel P. Cassemiro on 7/19/2016 in , , , , ,


[SEM SPOILERS]

A mais nova produção da Netflix, chegou de fininho e ganhou os corações dos amantes dos anos 80. Com um enredo bem fechado, atores competentes e uma direção sagaz, Stranger Things promete ser a nova dona da bola do sci fic na tv/streaming. 

Lá estava eu no finalzinho da tarde do dia 16/07, quando eu me deparo com o trailer dessa série. Era perto das 6hrs da tarde e foi amor a primeira vista. Minutos depois eu já tava vendo o primeiro dos oitos episódios. Quando dei por mim já era 2horas da manha do dia seguinte e havia acabado de terminar a primeira temporada de Stranger Things e a foi melhor coisa que já vi nos últimos anos. Foi triste também por que me dei conta que não teria próximo episódio pra assistir tão cedo.



Os motivos que levaram a explosão de popularidade dessa série? É muito simples. Pokemon Go. Calma, o jogo em si não, mas a nostalgia que este tipo de produto traz. Algo que o mercado do cinema vem sabendo trabalhar, com Jurassic Park e Star Wars por exemplo. E que nas séries ainda faltava alguém pra tomar seu lugar ao sol e Stranger Things soube fazer isso com maestria.




É 1985, uma noite estranha chega á Hawkings, Indiana, quatro crianças quase finalizam uma partida épica de RPG. Eles se despedem e cada uma segue para sua casa. Nesse meio tempo, em um laborátório secreto do governo na mesma cidade, deixa uma criatura estranha escapa, Will uma dos amigos está voltando pra sua casa e da de cara com o tal monstro e desaparece. No dia seguinte Mike(Finn Wolfhard), Dustin(Gaten Matarazzo)  e Lucas(Caleb McLaughlin) montão uma equipe para procurar Will e quando chegam no local, encontram a Eleven(Millie Brown). Uma menina que parece um menino assustado que pode ajudar ele a entender o que houve com o amigos deles. Que está fugindo do mesmo laboratório que a criatura.

Só o enrendo por si só já tem várias semelhanças com clássicos dos anos 80, como Gonnies, E.T., A Coisa, Enigma de Outro Mundo, A Caverna do Dragão. O letreiro estilizado e uma trilha sonora embalada por hinos do The Clash, The Seeds e Toto são harmonizados pra criar uma atmosfera q nostálgica gratificante.


O elenco principal juvenil é sensacional e muito competente. Lucas, Mike e Dustin tem uma química tão doce e divertida mas em momento tão forte e tensa. Me lembrou muito o clássico do Stephen King, Conte Comigo, onde um grupos de amigos se juntam numa busca mórbida. E a forma como o roteiro trabalha elas, vivenciando sentimentos na flor da idade da inocência é tocante. É que difícil medir em palavras o trabalho desses garotos que são dignos de todos elogios que vem recebendo da critica especializada.

Dustin, diga-se é um dos meus personagens favoritos, não só pelas referencias e sacada máximas que ele faz. Mas também por que ele é aquele amigo mediador que precisa intervir entre os próprios amigos que eles fiquem juntos e unidos nos momentos de dificuldade.


As referencias não ficam só em posters de Uma Noite Alucinante e Tubarão, mas nos diálogos entre os amigos, que são representações de jovens nerds, que amam jogar RPG e que adoram cultura pop.  Os irmãos Duffer já vem trabalho com o projeto desde de 2014, que originalmente tinha o nome de Montauk. E segundo eles a escolha do elenco juvenil foi decisiva para como projeto iria correr. Ele fizeram Wayard Pines uma série com a estética semelhante que também foi elogiada pelo publica em geral.



O maior nome no elenco é Winona Rider, que faz a mãe de Will, a criança desaparecida, Joyce Byers. E ela entrega uma atuação impecável, de uma mãe em uma montanha russa de sentimentos e aflições em busca de seu filho.


[Comentários sobre o enredo: SPOILERS]

Bem, a série toda é bem concisa e fechada com o exceção dos minutos finais. A resolução do arco geral foi bem satisfatório, a cena onde Joyce e Hooper encontram Will fazendo paralelo com a morte da filha do Chefe da Policial foi bem bacana. Porem, sério que ninguém fez uma bateria de exames no menino? Um acompanhamento psicológico? Pode ter sido questões pra próxima e já confirmada segunda temporada.



Mas numa visão mais ampla aquele episódio, The Upside Down foi bem corrido no final com alguns pulos na trama, é como se faltasse cenas, lapsos temporais pra nós espectadores. Tudo levando a crer que Eleven ainda está viva. Mas como Hooper sabe disso?

A cena final das crianças terminando o jogo, foi mais do que satisfatória e a atuação delas foi sensacional mas acho que foi quase como se nada dos últimos meses estivesse acontecido.

Sobre Jonathan e Nancy, GENTE COMO ASSIM OS DOIS NÃO FICARAM JUNTOS? Tudo bem que Steve teve sua redenção achei isso muito bacana mas, porra? A química dos dois é tão linda. Tomara que os dois fiquem juntos no próximo ano.

[FIM DOS SPOILERS]

Por fim Stranger Things é uma série que promete muito, ainda que falte uma certa identidade ela vai conquistar um lugarzinho no seu coração. E isso é promessa! E aos que já assistiram e amaram essa série, só nos restas chorar e esperar pela próxima temporada.







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Séries | Game of Thrones 6ª Temporada

Posted by Samuel P. Cassemiro on 7/13/2016 in , , , , , ,

[SEM SPOILERS]

São seis longos anos acompanhando o que hoje é a maior produção da televisão mundial. E finalmente o temor do leitores chegaram e foi mostrado coisas além dos livros até então publicados. Em ritmo acelerado para reta final de suas histórias, Game of Thrones começa sua despedida derradeira.

Apesar de alguns pontos aqui e ali esse ano, a série teve pouco conteúdo do livros . E o reflexo disso talvez seja a velocidade em que alguns núcleos foram encerrados ou que tiveram grandes evoluções em espaço de 'tempo', além dos lapsos temporais e teletransportes convenientes ao roteiro, a sexta temporada da série foi uma sólida construção do final da saga.

Os grandes problemas esse ano, são as motivações do personagens, que simplesmente se contradizem: Ellaria e suas serpentes de areia, Mindinho em seu discurso final, Sansa mandando Jon e seus homens para a morte incerta, Jaime e Cersei simplesmente só lembraram da morte da filha no primeiro episódio e por ai vai.

Não tivemos uma trama de teias, nem grandes plot twist como ano anterior bem preguiçoso nesse sentido. Me pergunto o motivo de disso afinal as conspirações moveram o jogo dos tronos pelo menos até 4ª temporada.

Norte


Jon Snow, oh Jon Snow. Pois é, a série já começou de agora no mesmo ponto do ano anterior e vemos uma tomada linda do sol fletindo na muralha e logo abaixo o corpo do nosso bastardo favorito. Quando ele enfim voltou dos mortos... Nada de raiva ou sangue nos olhos. Vemos alguém com o espirito quebrado e que cansou de lutar. Acho que o Kit Harington está visivelmente melhor nesse ano, acho que o pobre coitado estava esperando um roteiro descente mesmo. Os personagens ao seu redor, como Mel e Davos foram completamente moldados de ultima hora para fazer a linha do roteiro. Davos que odiava magia, odiava Melissandre, mal conhecia Jon Snow, simplesmente vira um cachorrinho para fazer a Melissandre trazer de volta o menino Snow. E logo após isso tornam meros figurantes.



Sansa e Theon como todos já especulavam,sobreviveram aquela
queda enorme, a qual a Miranda não teve a mesma sorte no ano anterior. De qualquer forma, ver Brienne surgir ao seu resgate foi bem bacana. Inclusive ela jurando a espada uma vez mais sua espada para um Stark. Theon ruma para a Ilhas de Ferro e em busca de redenção e sua família, foi uma cena bem linda os dois se despedindo. Ao chegar em Castelo Negro, Sansa encontra o restante de sua família, um Jon Snow desolado e sem vontade de alguma de lutar novamente. Aquele abraçado deles pela primeira vez talvez na vida, já que Sansa desprezava Jon quando moravam em Winterfell e vida era menos violenta. De qualquer forma eu aposto que todo mundo queria fazer parte daquele abraço de dois Stark mutilados juntando seus cacos.

Ramsey Bolton, é mal. Isso estamos cansados de saber, não foi surpresa alguma quando ele matou o pai, madrasta e meio-irmão recém-nascido. E quando a gente achava que Ramsey não poderia ter ninguém em mãos pra torturar, PA PA PUM, Pequeno-Umber aparece pra trair os Stark e dar de presente o Rickon Stark, dado como desaparecido desde a 4ª temporada. Cão Felpudo morreu, porque é caro ficar criando lobos em CGI.Vale citar Osha? Ela também tava lá, mas morreu no mesmo episódio, tentando matar o Ramsey. De qualquer forma Rickon foi jogado na trama para fazer Sansa e Jon terem um objetivo claro e definido para esta temporada. Reconquistar sua casa e salvar o irmão.

E tudo isso se converge em uma das maiores cenas da televisão, até talvez do cinema. Devido ao tato e realismo agoniante da cena.


Bran Stark, o menino corvo, sumido desde a 4ª temporada, estava seu workshop para virar o Corvo de Três Olhos. Pausa pra falar sobre a maquiagem desse núcleo, os Filhos da Floresta estavam lindos. Felizmente a Folha sofreu recast para uma atriz adulta e isso com certeza acertou os diálogos que roteiro propunha pra este ano. Enfim, nas visões do Principe de Winterfell, vemos casa perfeita, antes de toda desgraça com Ned, Benjen e Brandon brincando ainda crianças no pátio do castelo e quando achávamos que já tudo lindo e perfeito. Lyanna Stark entra na cena montada a cavalo, em clara referencia a cena da primeira temporada quando Robb e Jon estão ajudando Bran com arco e Arya rouba a atenção de todos com suas habilidades de arqueira. (Triste de certa forma que nunca mais vimos ela usar um arco novamente, porran D&D) Meera Reed está desolada por perder o irmão, por estar a milhares de quilômetros de casa ou de qualquer coisa familiar. Esse núcleo foi uma dos mais sólidos da temporada, sem muitos furos ou plots vazios, tudo teve seu propósito derradeiro.

Porto Real


Porto Real foi o destaque da temporada, com Cersei maquinando sua ascensão contra todos. Embora esse núcleo teve diálogos longos e muitas vezes cansativos do Alto Pardal. Foi bom saber que não veremos esse cara de novo. Lena Hadley destruiu no papel, atormentada por uma profecia que cada dia mais se mostra um fato ela se viu sozinha sem mesmo seu amado Jaime para ajuda-la. Maegary Tyrell também teve seus momentos em trama para solidar seu poder como Rainha junto a Fé Militante. Cersei foi pisada e maltratada na ultima temporada e nessa não foi diferente. But tudo foi resolvidos numa das cenas mais lindas, brilhantes e tocantes da temporada.

DornezZZzzz


Pelo menos agora eles vão ser deixados de lado pra dar lugar pra Dany né?


Braavos


Bem Arya se mostrou que é Arya Stark de Winterfell. Houve certa enrolação, mas no final como todos os plots da série, ela está dirigindo para o palco final. Meu unico problema é que, mesmo após quase 1 anos na casa do preto e do branco e ela foi burra de ficar se amostrando por ai até levar a facada e enfim por seu plano em pratica. Mas enfim ela virou a nossa maquina de matar favorita. E talvez um fan service se assim como nos livros Sam fizesse uma parada em Braavos (como geralmente acontece em viagens nos livros) e interagisse com nossa assassina vingativa favorita.

Meeren


Olha Tyrion e Varys realmente fazem uma boa dupla, uma pena que dialogos na maioria das vezes se resumia a piadas de eunuco. Cena mais legal foi de Tyrion e os dragões que trouxe um pouco do Tyrion dos livros e seu amor por esses bichos. Em contra partida Varys veio para descobrir o obvio, que as Cidades Livres e Escravistas estavam por trás dos Filhos da Harpia. Nem mesmo na hora de negociar com eles, Varys abriu a boca pra falar algo bacana. A cena com a Kinvara a Sacerdotisa Vermelha, foi muito bacana e pode ter algo pra nos falar mais tarde na história. De resto Meeren foi uma enrolação tremenda.

Mar dos Dothrak


Bem, enquanto Meeren parecia uma pilha de bosta rodeada de moscas. A nossa Khalessi foi pro Festival de Cochella   Mar dos Dothrak como uma ex-khaleesi que era agora estava fadada a virar um ancia em Vaes Dothrak para o resto de sua vida. Nesse meio tempo, Sor Jorah e Daario estava em seu encalço como verdadeiros cães farejadores do CSI. A resolução disso tudo foi bem bacana. A própria Daenerys sair com suas próprias mãos algo que a série precisava fazer com a personagem que até então sempre tinha ajuda de outros pra sair de problemas. E fazer uma alusão a ultima cena dela na primeira temporada foi de esquentar o coração.


A Campina


Samwell Tarly, mora no meu coração. Ele e Gilly são dois personagens que estão longe de ser perversos ou cinza. São duas pessoas que ainda esperam os melhor nas outras. A relação de Sam e seu pai ainda que esperada desde o ano passado, foi bem legal, com Gilly sendo Gilly e afrontando o patriarcado westerosi. Acho os dois formam um casal lindo e tomara a R'hllor que isso não seja destruído futuramente. A chegada na Vilavelha foi bem bacana e linda, a biblioteca da Cidadela dos Meistre foi de tirar o folego tanto de Sam como de nós espectadores. Esse plot promete muitas surpresas na próxima temporada.


A Batalha dos Bastardos



Gente, o que foi aquilo? Sério, sem sombra de duvidas é melhor de batalha da televisão mundial, talvez até batendo grandes filmes blockbuster. O episódio nove ficou a cargo de grandes cenas como sempre, mesmo com alguns pontos redundantes que fizeram girar a trama como por exemplo Sansa omitir os Cavaleiros do Vale. Tudo isso de sobrepôs a um show de CGI e coreografia de lutas. Mesmo que tudo fossem previsivel a cena conseguiu tirar alguns suspiros dos espectadores. Jon Snow sendo enterrado vivo. Rickon correndo pela vida. 


A Batalha de Meereen



Finalmente a Daenerys chegou do Festival, pronta pra queimar e destruir tudo. Felizmente Tyrion tinha outros planos e melhores do que dar sete anos de escravidão. A qualidade da série se mostrou incrivel aqui, os dragões quase foto realistas. Eu nunca fiquei tão feliz em ver um CGI de água tão bem apresentado em uma série. De certo modo foi bem apressado, pra Dany ficar livre e partir para sua Casa em Westeros. E agora com frota linda de Lulas, Lanças Solaris e Flores.


Ramin Djawadi mais uma vez destruiu com sua trilha sonora, destaque para Light of the Seven que embalou o desfecho de Porto Real no season finale com toque pouco usual, mas que marcou pra sempre a série. My Watch Has Ended também foi uma obra muito tocante, com Jon empunhando sua espada frente a uma cavalaria. Mas não há como nega que Daenerys fica com todas a trilhas maravilhosas. Reign e Blood of My Blood tomaram meus ouvidos como uma droga no replay. E por fim, Winds of Winter... que trilha viu? Não é primeira vez que usam Alto Valiriano nas trilhas da Mãe dos Dragões e nesse trilha, vemos o futuro incerto da Khaleesi assim como todos os personagens de Game of Thrones.







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Séries | Por que todos devem amar e assistir: Fringe (2008/2013)

Posted by Samuel P. Cassemiro on 3/26/2016 in , ,



Acho que esse é o primeiro, de uma série de artigos que quero escrever, sobre alguma coisa que hoje em dia não tem tanto brilho como antes. Eu comecei de uma forma despreocupada com o artigo falando os motivos pra amar Florence and The Machine. E de certo também veio, de um crescente sentimento de nostalgia sobre as coisas que vi na minha quase duas décadas de vida.

Eu não sou tão velho, nem tão novo quanto pareço, mal tenho duas décadas de vida (quase lá, falta um ano só) Mas, nesse tiquinho de tempo, que vi, senti e ouvi, pude guardar ótimas lembranças e gostos no decorrer dos anos. E isso é uma forma de conseguir guarda um pouco desse sentimento nostálgico e quem sabe até passa-lo adiante.

Hoje vou falar, da minha série de ficção cientifica favorita: Fringe

Fringe foi uma série pouco promissora, que veio da mente de J.J. Abrams, em 2008 quando houve um aumento significativo de produções de sci-fic para a televisão. Dentre esses são a finada The 4400 (2004 - 2007), Lost (2004 - 2010), Heroes (2006 - 2010), que recente voltou com Heroes Reborn, que parece muito boa. Todas elas vindas em busca de lugar ao sol após o encerramento de umas das maiores e mais famosas séries da scif-fic na tv americana, The X-Files (1993 - 2002).

Abençoado seja, eu cresci um pouco antes do bom da internet como se fosse estar isento de um vício inútil, aos 12 anos eu fui ter uma televisão em casa, minha família era muito Cristã a ponto de achar que a tv podia ser um caminho. Too late. Foi nessa época em que conhecia a magia da tecnologia por atrás do dvd player e afins. Acontece que todas as sextas de madrugada, tinha o vindouro Tele Seriados que passava no SBT. E puxa eu amava aquilo, apesar de acompanhar nenhuma tão afinco, eu via episódios aleatórios de várias sitcons que passavam nesse 'programa'. Aos poucos novas séries foram sendo colocas na grade, tipo, Cold Case, Elevent Hour, Nip' Tuck. Supernatural foi uma das primeiras que tive contato e na época como qualquer criança, eu tinha medo da série.



Mas então, pareceu Fringe, a chamada era bem espalhafatosa. E foi um amor a primeira vista, eu acompanhava episódios atrás de episódio. Porem, perto dos meus 13 anos, eu tive que mudar de escola e com isso o período em que eu estudava. Logo, agora tinha que acordar cedo pra ir a escola. O que acarretava em pais, com razão, me proibindo ver tv até tarde, infelizmente Fringe passava sempre perto das 2 hrs da manha. Então não pude mais acompanhar aquela série enigmática de personagens tão distintos e maravilhosos.

Por alguma reviravolta do destino, que na verdade era minha professora pedindo um breve resumo sobre a história da Grécia durante a invasão Pérsia. Eu tive a brilhante ideia de usar o filme 300 como base, eu era uma criança inocente. No final, eu tive que pegar um livro emprestado de um colega e fazer a lição correndo. Afinal como uma criança de 13 iria entender 300?. O que importa é que aluguei meu primeiro dvd numa locadora, perto de onde eu moro. E alguns meses depois, eu estaria trabalhando de freelancer pra um amigo de lá e ao mesmo tempo virando o Gnomo de lá. (Leia esse texto para saber mais sobre descobrir como começar a ler livros).

Meu trabalho lá, resumia em organizar os dvds nas estantes, atender clientes, buscar o almoço e melhor de tudo, falar muito, muito mesmo, sobre filmes e séries. Se você acha que eu escrevo de mais sobre isso, devia me ver falando sobre isso na época, eu ficava horas divagando sobre filmes favoritos e especular um pouco sobre o Marvel Cinematic Universe que na época, era apenas uma criança dando os primeiros passos com Homem de Ferro 2.

Pois bem, eu algum momento o Matheus, amigo e 'chefe' notou que sou apaixonado por ficção cientifica. E começamos a indicar filmes e séries um pros outros, eu ai falei de Fringe e na mesmo hora ele soube do estava falando! Então ele diz, que a segunda temporada ia chegar na mesma semana. Eu surtei, primeiro por que infelizmente não pude terminar a primeira temporada e fato de saber que teria mais temporada também acalentou meu coração de fã.

Na semana eu vi a segunda temporada, foi a primeira maratona de série de havia feito. A partir dai foi um amor continuo, todo ano na expectativa pelos novos episódios das novas temporadas. Discutindo em fóruns no orkut o futuros dos personagens, surtando com os casting calls de novo personagens e a volta de velhos.


Por fim, depois desse rio de lagrimas nostálgicas, vamos aos motivos:


A Mitologia




Leia-se mitologia, como sendo um conjunto de histórias ligadas umas as outras. Pois bem, Fringe tem um detalhe, você pode ver a série e ser totalmente avulso a mitologia e ainda amar a série. É uma mitologia, que começa a ser plantada desde o piloto até o ultimo episódio da série. De certa forma, uma história totalmente diferente é contada para o telespectador no fundo da trama. Eventos inteiros acontecendo atrás dos personagens. É que começa tão pequeno, como um cara careca olhando Olivia correr dentro de um trem e que vai crescendo, até se tornar o plot principal na temporada final.


A Ciência.


Se tem uma coisa que Fringe marcou minha vida, hoje é profissão que escolhi seguir, 'meio' que as cegas. Que foi cursar Ciências Biológicas. É muito comum em séries de ficção cientifica, de ter duas linhas distintas. Ou é ciência pura e real. Ou é ficção cientifica extrapolada. Fringe caminha nessa linha tênue e trabalha muita bem as diversas faces dos dois 'tipos' de ciência. Usando de pouco de ciência real, pra dar um base aos eventos fantásticos que a série mostra, viagens interdimensionais até viagens no tempo com um pé na realidade.

As Histórias




Como toda série, Fringe trabalha com histórias semanais algumas vezes.odo episódio é importante e relevante para as Histórias que serão contadas durante as temporadas, e cada uma contribui para o desenvolvendo da Mitologia da série. Se você gosta de histórias bem desenvolvidas num geral, vai amar Fringe. Temos tramas que começam um episódio e quando você que acabou, ela volta a ser relevante em outra temporada ou outro episódio. Além de ter vários episódios, temáticos incríveis. Como quando a trama se subverte em drama de investigação policial dos anos 70 sci-fi.

O Elenco



Nos anos em que Fringe esteve no ar, era difícil achar uma série com um elenco forte e competente.Sem querer dar muitos spoilers, a trama de Fringe se entrelaça muitas vezes, com elementos científicos, como Mundos Paralelos e Linhas Temporais, o que leva o Elenco a interpretar um mesmo, personagem porem totalmente diferentes, trejeitos diferentes, voz diferente e tudo isso com um enredo nada convencional. É uma diversidade incríveis de atuação, pra deixar qualquer Diretor de Elenco com inveja.

Os Personagens



Como citei, a diversidade de personagens é incrível. Assim, são eles e suas versões por, assim dizer. John Noble que interpreta o fofo do Walter Bishop, simplesmente destrói em todas as temporadas. Ao mesmo tempo, que vemos várias versões do Walter, vemos O Walter crescer e se desenvolver ao longo da série. Anna Torv também é um show a parte, sendo Olivia Dunham. Tem uma atriz mirim, que faz a Olivia mais jovem em certo momento da série e ela sem duvida foi excelentíssima. Astrig uma agente analista que cria um ligação tão linda com o Walter. Phill o diretor durão que você começa odiando e ao final amando ele. Fringe faz isso com as pessoas. E é tão bom...


Então é isso. Fringe foi uma série que buscou fugir dos padrões de sci-fi da época e foi até onde era possivel ir com uma trama implacável, com atores incriveis e personagens carismáticos que eu vou carregar comigo pro resto da vida. Espero que a quem se interessar dos temas da série, eu prometo que não irá ser desapontado.

"a crazy house"

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