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Machado de Cu é Rola de Assis ou como realmente fazer crianças a terem o habito de ler livros

Posted by Samuel Cassemiro on 8/15/2017 in , ,

Calma, isso aqui não vai ser roasted do nosso querido Machado mas, uma reflexão pessoal de como Machado de Assis pode fazer algumas pessoas a odiarem o habito simples de ler um livro,
Lá no meus tempos joviais, (ai nem sou tão velho mass) o Pequeno Sam estava em uma aula de  Português, sendo obrigado a engolir questões gramaticais e como Machado de Assis era mega importante.
Olha, eu sei, ele é pica das galaxias da literatura brasileira, alguém dê meus parabéns para ele. Mas por outro lado, estamos no século 21. O século da globalização, da informação rápida e instantânea. A cabeça dos jovens são como explosões nucleares multicoloridas de informação . Ao mesmo tempo que podem estar disposto a novidades, coisa densas e de certa não se encaixa na vida deles, pouco eles se importam.

Somos a geração perdida no próprio umbigo, buscamo representação nas coisas que consumimos. E longe de depreciar a obra do Machado e seus amigos. Mas ao meu ver, melhor que alguém decorar paginas de histórias de datas passadas ou tentar ver ser Bentinho foi trouxa ou não se Capitu era uma devassa ou só um mina empoderada. Melhor que tudo isso, é fazer nossos jovens adquirem o habito da leitura. E ta, pode ser alguns jovens acabem lendo Machado e gostado e a partir dai terem gosto pela leitura. Mas sabemos que não é caso né?

Uma coisas mais legais para ser ler e poucos professores davam a atenção era a vindoura Coleção Vagalume, pela diversidade de história e uma linguagem familiar a CRIANÇAS. É importante apresentar sim, os grandes nomes da literatura brasileira e mundial. Mas de que isso adianta se acaba criando um desdem entre os alunos por achar que toda literatura tende a ser 'chata' e nada condizente com a própria realidade de cada um.

Mas, como fazer nossas crianças lerem? Bem simples, pergunte a elas o que elas gostariam de ler ue. Eu já vivi um caso de uma professora minha, me repreender por ler livros de ficção fantástica e hqs dentro de sala de aula, e estava conversando com os amigos ao redor SOBRE OS LIVROS E HQs, enquanto que tinha um grupo de meninos na mesma sala gritando e fazendo bagunça e ela não fez nada. Maass CHOICES NÉ?

Como profissionais da educação devemos ser coniventes com nossa realidade. Todo mundo quer ler fantasia, dragões, super herois em paginas pintadas, romances adolescentes? Deixem ler PORRA.

O que vale mais? Um adolescente virando um adulto leitor para resto de sua vida e passar isso a sua família ou um que mal conseguiu ler dois livros do Machado só por que a professora deu um prazo "rasoavel'' de uma semana pra uma pessoas nunca leu livros e nem vai mais depois de uma situação dessas.


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Séries | Game of Thrones 6ª Temporada

Posted by Samuel Cassemiro on 7/13/2016 in , , , , , ,

[SEM SPOILERS]

São seis longos anos acompanhando o que hoje é a maior produção da televisão mundial. E finalmente o temor do leitores chegaram e foi mostrado coisas além dos livros até então publicados. Em ritmo acelerado para reta final de suas histórias, Game of Thrones começa sua despedida derradeira.

Apesar de alguns pontos aqui e ali esse ano, a série teve pouco conteúdo do livros . E o reflexo disso talvez seja a velocidade em que alguns núcleos foram encerrados ou que tiveram grandes evoluções em espaço de 'tempo', além dos lapsos temporais e teletransportes convenientes ao roteiro, a sexta temporada da série foi uma sólida construção do final da saga.

Os grandes problemas esse ano, são as motivações do personagens, que simplesmente se contradizem: Ellaria e suas serpentes de areia, Mindinho em seu discurso final, Sansa mandando Jon e seus homens para a morte incerta, Jaime e Cersei simplesmente só lembraram da morte da filha no primeiro episódio e por ai vai.

Não tivemos uma trama de teias, nem grandes plot twist como ano anterior bem preguiçoso nesse sentido. Me pergunto o motivo de disso afinal as conspirações moveram o jogo dos tronos pelo menos até 4ª temporada.

Norte


Jon Snow, oh Jon Snow. Pois é, a série já começou de agora no mesmo ponto do ano anterior e vemos uma tomada linda do sol fletindo na muralha e logo abaixo o corpo do nosso bastardo favorito. Quando ele enfim voltou dos mortos... Nada de raiva ou sangue nos olhos. Vemos alguém com o espirito quebrado e que cansou de lutar. Acho que o Kit Harington está visivelmente melhor nesse ano, acho que o pobre coitado estava esperando um roteiro descente mesmo. Os personagens ao seu redor, como Mel e Davos foram completamente moldados de ultima hora para fazer a linha do roteiro. Davos que odiava magia, odiava Melissandre, mal conhecia Jon Snow, simplesmente vira um cachorrinho para fazer a Melissandre trazer de volta o menino Snow. E logo após isso tornam meros figurantes.



Sansa e Theon como todos já especulavam,sobreviveram aquela
queda enorme, a qual a Miranda não teve a mesma sorte no ano anterior. De qualquer forma, ver Brienne surgir ao seu resgate foi bem bacana. Inclusive ela jurando a espada uma vez mais sua espada para um Stark. Theon ruma para a Ilhas de Ferro e em busca de redenção e sua família, foi uma cena bem linda os dois se despedindo. Ao chegar em Castelo Negro, Sansa encontra o restante de sua família, um Jon Snow desolado e sem vontade de alguma de lutar novamente. Aquele abraçado deles pela primeira vez talvez na vida, já que Sansa desprezava Jon quando moravam em Winterfell e vida era menos violenta. De qualquer forma eu aposto que todo mundo queria fazer parte daquele abraço de dois Stark mutilados juntando seus cacos.

Ramsey Bolton, é mal. Isso estamos cansados de saber, não foi surpresa alguma quando ele matou o pai, madrasta e meio-irmão recém-nascido. E quando a gente achava que Ramsey não poderia ter ninguém em mãos pra torturar, PA PA PUM, Pequeno-Umber aparece pra trair os Stark e dar de presente o Rickon Stark, dado como desaparecido desde a 4ª temporada. Cão Felpudo morreu, porque é caro ficar criando lobos em CGI.Vale citar Osha? Ela também tava lá, mas morreu no mesmo episódio, tentando matar o Ramsey. De qualquer forma Rickon foi jogado na trama para fazer Sansa e Jon terem um objetivo claro e definido para esta temporada. Reconquistar sua casa e salvar o irmão.

E tudo isso se converge em uma das maiores cenas da televisão, até talvez do cinema. Devido ao tato e realismo agoniante da cena.


Bran Stark, o menino corvo, sumido desde a 4ª temporada, estava seu workshop para virar o Corvo de Três Olhos. Pausa pra falar sobre a maquiagem desse núcleo, os Filhos da Floresta estavam lindos. Felizmente a Folha sofreu recast para uma atriz adulta e isso com certeza acertou os diálogos que roteiro propunha pra este ano. Enfim, nas visões do Principe de Winterfell, vemos casa perfeita, antes de toda desgraça com Ned, Benjen e Brandon brincando ainda crianças no pátio do castelo e quando achávamos que já tudo lindo e perfeito. Lyanna Stark entra na cena montada a cavalo, em clara referencia a cena da primeira temporada quando Robb e Jon estão ajudando Bran com arco e Arya rouba a atenção de todos com suas habilidades de arqueira. (Triste de certa forma que nunca mais vimos ela usar um arco novamente, porran D&D) Meera Reed está desolada por perder o irmão, por estar a milhares de quilômetros de casa ou de qualquer coisa familiar. Esse núcleo foi uma dos mais sólidos da temporada, sem muitos furos ou plots vazios, tudo teve seu propósito derradeiro.

Porto Real


Porto Real foi o destaque da temporada, com Cersei maquinando sua ascensão contra todos. Embora esse núcleo teve diálogos longos e muitas vezes cansativos do Alto Pardal. Foi bom saber que não veremos esse cara de novo. Lena Hadley destruiu no papel, atormentada por uma profecia que cada dia mais se mostra um fato ela se viu sozinha sem mesmo seu amado Jaime para ajuda-la. Maegary Tyrell também teve seus momentos em trama para solidar seu poder como Rainha junto a Fé Militante. Cersei foi pisada e maltratada na ultima temporada e nessa não foi diferente. But tudo foi resolvidos numa das cenas mais lindas, brilhantes e tocantes da temporada.

DornezZZzzz


Pelo menos agora eles vão ser deixados de lado pra dar lugar pra Dany né?


Braavos


Bem Arya se mostrou que é Arya Stark de Winterfell. Houve certa enrolação, mas no final como todos os plots da série, ela está dirigindo para o palco final. Meu unico problema é que, mesmo após quase 1 anos na casa do preto e do branco e ela foi burra de ficar se amostrando por ai até levar a facada e enfim por seu plano em pratica. Mas enfim ela virou a nossa maquina de matar favorita. E talvez um fan service se assim como nos livros Sam fizesse uma parada em Braavos (como geralmente acontece em viagens nos livros) e interagisse com nossa assassina vingativa favorita.

Meeren


Olha Tyrion e Varys realmente fazem uma boa dupla, uma pena que dialogos na maioria das vezes se resumia a piadas de eunuco. Cena mais legal foi de Tyrion e os dragões que trouxe um pouco do Tyrion dos livros e seu amor por esses bichos. Em contra partida Varys veio para descobrir o obvio, que as Cidades Livres e Escravistas estavam por trás dos Filhos da Harpia. Nem mesmo na hora de negociar com eles, Varys abriu a boca pra falar algo bacana. A cena com a Kinvara a Sacerdotisa Vermelha, foi muito bacana e pode ter algo pra nos falar mais tarde na história. De resto Meeren foi uma enrolação tremenda.

Mar dos Dothrak


Bem, enquanto Meeren parecia uma pilha de bosta rodeada de moscas. A nossa Khalessi foi pro Festival de Cochella   Mar dos Dothrak como uma ex-khaleesi que era agora estava fadada a virar um ancia em Vaes Dothrak para o resto de sua vida. Nesse meio tempo, Sor Jorah e Daario estava em seu encalço como verdadeiros cães farejadores do CSI. A resolução disso tudo foi bem bacana. A própria Daenerys sair com suas próprias mãos algo que a série precisava fazer com a personagem que até então sempre tinha ajuda de outros pra sair de problemas. E fazer uma alusão a ultima cena dela na primeira temporada foi de esquentar o coração.


A Campina


Samwell Tarly, mora no meu coração. Ele e Gilly são dois personagens que estão longe de ser perversos ou cinza. São duas pessoas que ainda esperam os melhor nas outras. A relação de Sam e seu pai ainda que esperada desde o ano passado, foi bem legal, com Gilly sendo Gilly e afrontando o patriarcado westerosi. Acho os dois formam um casal lindo e tomara a R'hllor que isso não seja destruído futuramente. A chegada na Vilavelha foi bem bacana e linda, a biblioteca da Cidadela dos Meistre foi de tirar o folego tanto de Sam como de nós espectadores. Esse plot promete muitas surpresas na próxima temporada.


A Batalha dos Bastardos



Gente, o que foi aquilo? Sério, sem sombra de duvidas é melhor de batalha da televisão mundial, talvez até batendo grandes filmes blockbuster. O episódio nove ficou a cargo de grandes cenas como sempre, mesmo com alguns pontos redundantes que fizeram girar a trama como por exemplo Sansa omitir os Cavaleiros do Vale. Tudo isso de sobrepôs a um show de CGI e coreografia de lutas. Mesmo que tudo fossem previsivel a cena conseguiu tirar alguns suspiros dos espectadores. Jon Snow sendo enterrado vivo. Rickon correndo pela vida. 


A Batalha de Meereen



Finalmente a Daenerys chegou do Festival, pronta pra queimar e destruir tudo. Felizmente Tyrion tinha outros planos e melhores do que dar sete anos de escravidão. A qualidade da série se mostrou incrivel aqui, os dragões quase foto realistas. Eu nunca fiquei tão feliz em ver um CGI de água tão bem apresentado em uma série. De certo modo foi bem apressado, pra Dany ficar livre e partir para sua Casa em Westeros. E agora com frota linda de Lulas, Lanças Solaris e Flores.


Ramin Djawadi mais uma vez destruiu com sua trilha sonora, destaque para Light of the Seven que embalou o desfecho de Porto Real no season finale com toque pouco usual, mas que marcou pra sempre a série. My Watch Has Ended também foi uma obra muito tocante, com Jon empunhando sua espada frente a uma cavalaria. Mas não há como nega que Daenerys fica com todas a trilhas maravilhosas. Reign e Blood of My Blood tomaram meus ouvidos como uma droga no replay. E por fim, Winds of Winter... que trilha viu? Não é primeira vez que usam Alto Valiriano nas trilhas da Mãe dos Dragões e nesse trilha, vemos o futuro incerto da Khaleesi assim como todos os personagens de Game of Thrones.







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Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2

Posted by Samuel Cassemiro on 11/23/2015 in , , , , ,


O final de umas das franquias juvenis mais bem sucedida desde de Harry Potter finalmente chegou as telas do cinema no mundo todo. O ultimo filme da saga de Katniss Everdeen em sua incansável busca pela segurança de sua irmã e de todos que ela ama, teve seu desfecho satisfatório para os fãs dos livros e uma mensagem para o mundo nos dias de hoje.


Jennifer Lawrence está sublime como Katniss, diferente da primeira parte de A Esperança, desta vez temos um Katniss mais fria e determinada a matar Snow por toda a dor que ele lhe causou. Josh Hurtcherson, agora um Peeta Mellark perturbado se mostra um ator perfeito para o personagem. E Liam Hemsworth, olha ele é lindo e tudo mais, mas atuando é difícil levar ele a sério... bem, o Gale é um personagem descartável, sempre foi e neste capitulo final da franquia apenas confirmou isso.

O filme começa ligeiramente lento, exatamente após o final do ultimo filme, Katniss despedaçada, Peeta louco e Panem em chamas. Katniss vê que talvez, nunca terá seu Peeta de volta e por isso decide que apenas matando Snow, toda a dor e desgraça não terá sido em vão.


O que a parte 1 não teve de ação, a parte 2 entrega tudo e não deixa devendo nada. As armadilhas estão formidáveis e iguais as do livro. O filme foi uma adaptação fiel, corrigiu alguns maus entendidos deixados pela autora do livro e deu um sentido real á outras. Uma coisa que eu sempre disse  é que Jogos Vorazes é a franquia mais bem adaptada de todos os tempos. 

Os personagens secundários, como Effie, Haymitch, Plutarch, Coin e demais, ficam de lado no arco inicial do filme, é interessante notar os poucos diálogos que Plutarch e Coin tem logo no inicio do filme em relação as decisões da Katniss, é algo tão sutil mas, que tem grande impacto para uma das cenas mais brilhantes e bem feitas de toda a franquia;

O embate final de Katniss e Snow não é com
armas, ódio ou sangue. É com palavras e cumplicidade, Jennifer Lawrence e Donald Sutherlan dão um show de atuação. Sinceramente, não foram as mortes trágicas, cenas de ação incríveis ou takes lindos que me fizeram quase saltar da cadeira, foi esta cena linda dos dois personagens.

Woody Harrison e Elisabeth Banks estão ótimos, vemos um Haymitch mais compadecido e sóbrio, ainda que vemos que ele sempre tem alguma coisa pra beber ao lado. E Effie, pobre Effie, continua deslumbrante com suas roupas extravagantes, mas é no rosto que vemos sua maior evolução, ela não é mais aquela mulher confiante e plástica que vimos pela primeira vez, no primeiro filme. 

Jenna Malone, nossa Johanna, também continua arrasando, infelizmente, várias cenas dela dos livros foram cortadas. Na verdade, felizmente,  não boa parte das cenas do Distrito 13 foram cortadas, adaptadas e encurtadas. Faz sentido, já que o primeiro filme se passa praticamente todo dentro aqueles tuneis. Mas, eu senti falta de um terror pairando no ar, todo mundo parecia tão feliz e okay com as coisas que estava para acontecer, algo bem diferente dos livros nesse sentido.

Uma das coisas, mais legais e interessantes em relação livro, que os filmes tem, é visual global dos eventos, mostrando vários lugares e visões de personagens diferentes, que nos livros jamais poderiam aparecer, pela narrativa ser em primeira-pessoa e isso limita muito a visão da história como um todo, já que apenas vemos o que Katniss vê.

De qualquer forma, também teve personagens novos que deram as caras nesse ultimo filme, um deles foi a Comandante  Lyme, interpretada pela lindissima da Gwendoline Christie. Infelizmente a personagem só da as cara, por 2 minutos, o que foi meio broxante, ela vem atuando muito bem na série Game of Thrones, triste ver que o potencial dela não foi bem aproveitado.

A trilha sonora foi bem usada nesse filme, uma das coisas que já citei várias vezes, aqui é que ter ou não uma trilha de fundo faz toda a diferença. As cenas no esgoto é coisa tão bem construída, que transmite a tensão dos personagens pro espectador. Uma das coisas tristes, é que alguns samples foram reciclados dos outros filmes, algo muito comum, mas que faz sentido para o final da saga. Um porem é que não tem soundtrack de artistas e bandas, como nos outros filmes nos créditos finais. Sim eu ligo pra isso. u.u 


No geral, o filme funcionou e fez jus como ultimo filme da saga. A direção foi competente e roteiro muito mais sagaz do que nos filmes anteriores. É triste dizer a adeus aos personagens, a uma história e um mundo. Com Harry Potter foi difícil, porque a franquia cresceu junto com milhares de pessoas  ainda que a história fossem mais distante da realidade. Diferente de Jogos Vorazes que trouxe uma discussão atual sobre politica e como as vezes nos deixamos ser guiados como cachorrinhos pela mídia.
Não só isso, como também o papel da mulher que pode sim ser forte e lutar pelo que ela quer.
Embora, algumas coisinhas ali no romance do trio pudessem ter sido cortadas, como a cena de discussão entre Peeta e Gale sobre quem a Katniss vai ficar no final. Ou até mesmo o beijo do Gale da Katniss logo no inicio, com a coitada ainda em choque e letárgica. Mas..

...foi lindo, chocante, melancólico, honesto e perfeito! 

#HayfieIsReal!


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Séries | Game of Thrones 5ª Temporada

Posted by Samuel Cassemiro on 6/15/2015 in , , , ,



Já são cincos anos é muita coisa e finalmente o impensável aconteceu. E coisa fechou pra cima do Geoge R.R. Martin, autor dos livros que deu origem a série. Quando Game of Thrones foi encomendada a sua primeira temporada, o quinto livro estava prestes a ser lançado. Desde já, se especulava sobre possibilidade da série ultrapassar os livros, que ainda estão sendo escritos pelo autor.

A temporada começou bem fraca, se compararmos com ano anterior que teve grandes cenas de mortes de personagens grandes, na duas temporadas passadas. E este bem, tecnicamente não haveria...

O que reinou no quinto ano da série, foi a religiosidades dos personagens. Fé do Sete, o Alto Pardal, Os Antigos Deuses, Os Deus Vermelho e o Deus de Muitas Faces. E como núcleo da série tinha o seu aspecto religioso e como foi crescendo durante a temporada.



Eu costumo, falar da temporada no geral mas, esse foi um ano de altos e baixos, mais baixos do que altos, E cada um dos pontos, deve ser salientado, diga-se. Vale dizer, que mesmo como fã dos livros eu estava empolgado com as diferenças entre os livros, até fiz um texto antes da season começa, leia ele aqui.  Lá, eu falo minha posição a favor das mudanças na série, em relação aos livros.

Porem... existe adaptações e adaptações. E no caso dessa temporada, escolhas erradas foram feitas e ao mais legal, duas Casa Grandes de Westeros foram, de certa forma, extintas por preguiça dos roteiristas. E apesar de cenas lindas, como a sequencia final do episódio S05E08 - Hardhome, os furos no roteiros foram muitos.

De certa forma, eu vou fazer uma comparação com a das livros mas, apenas em plot e núcleos que na série ficaram muito distantes da obra original.

CONTINUE LENDO...


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Livros | Primeiras Impressões: "A Mais Pura Verdade", Dan Gemeinhart

Posted by Samuel Cassemiro on 2/24/2015 in , , ,


Vale deixar claro, que este texto não é uma resenha propriamente dita, se fosse, seria uma incompleta. A editora Novo Conceito, convidou vários blogs para ler uma prévia de um dos seus próximos lançamentos do mês de Março.
 É isso mesmo, é uma previa do livro, ela contém metade do que deve ser o livro, ainda não está em seu formato oficial, além do acabamento incompleto, mas esse não é o ponto. Muitos blogueiros, foram desafiados ler essa história, sem um final, e dar sua opinião sobre ela. E aqui estou eu.

Esse livro, me despertou um sentimento delicioso de quando assistia a Sessão da Tarde, aquele clima de uma aventura a cada tarde, era algo mágico pra qualquer criança. 

A história segue dois pontos de vista, o primeira em primeira pessoa é narrado pelo Mark, o protagonista. Ele tem pouco mais de 12 anos de idade e está cansado de todos acharem que ele precisa de ajuda pra alguma coisa. E num sonho feito da mais pura verdade ele decide que precisa escalar o Monte Rainer. Cada capitulo de Mark, também mostra os quilômetros restante da viajem até o destino de Mark.

O segundo ponto de vista, é em terceira pessoa, e mostra o que está acontecendo com pais e amigos de Mark. Com o foco em Jesse, sua melhor amiga desde sempre e como ela está lidando com promessa que fez a Mark, de não contar pra onde ele está indo. Esse capitulos, são sempre na metade do próximo capitulo do Mark, são chamados de"Capitulos 2 ¹/² " ex.

Quando eu falei sobre a sessão da tarde, não estava brincando, o clima é de filme de road trip mesmo, com tudo se tem direito.

A previa, que recebi tem pouco mais de 90 paginas, e o autor Dan Gemeinhart trabalha um pequeno suspense, os motivos de levaram Mark a fugir sozinho de casa pra escalar uma montanha. E a doença que aflige Mark e que mudou sua vida. Ele tem câncer. Pessoalmente, eu não vi motivo de ele fazer esse suspense, por um lado o fato de a narrativa principal ser feita pelo próprio menino, fosse a causa. Mas, eu acho que Dan tentou deixar bem implícito a doença do menino, afim de não afugentar os leitores que ultimamente estão saturados de livros best seller com personagens com cancer.

Mark, tem o hobbie de criar poemas de três linhas.

Eu falo isso, por que até certo ponto desse pequeno começo de história, a minha leitura fluiu muito, houve esse sentimento de nostalgia em relação aos filmes antigos da Sessão da Tarde, mas logo a pós a revelação da doença eu senti em mim mesmo, um pé trás em relação a história. Do tipo, "Eba, mais uma história com personagens de cancer", e também fez mudar minha visão sobre o livro.
Haja post-it pra tanto quote lindo :)

Mas não foi pra ruim, muito pelo contrário, afinal temos vários ótimos livros com personagens que enfrentam suas doenças, e poem a cara no sol em busca de uma vida, mesmo que não seja normal, mais que seja mais digna e feliz e acho este será mais livro, que ter um monte de quotes lindos, compartilhado nas redes sociais, e é claro um pedaço dele no coração de cada um que ler ele.

Então, sim eu não vejo a hora de ler o final dessa história. Mark é um personagem muito bem trabalho, e carismático, e o modo como autor cria a sua história é prato cheio pra quem gosta desse tipo de tema. O lançamento desse livro lindo, é dia 23 de Março.






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Resenha | Todo Dia, David Levithan

Posted by Samuel Cassemiro on 1/14/2015 in , , ,


Autor: David Levithan
Titulo: Every Day
Editora: Record
Páginas: 280
ISBN: 9788501099518
Gênero: Jovem Adulto


  A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor..



O que David Levithan nos apresenta é um estudo sobre o jovem atual, seus problemas, suas aspirações para o futuro e uma critica a sociedade a visão dela sobre os jovens. Em um romance, que muitas vezes por brincar de ficção cientifica, Levithan vai mostrar várias facetas do que é ter os hormônios a flor da pele.

O foco da narrativa, fica no romance e os porques  do personagem principal mudar de corpo fica no segundo plano, apesar de ser desenvolvimento aos poucos no decorrer dos eventos.
É quase como ver vários filmes de drama adolescente se desenrolar nas paginas, uma dia ele acorda cego, em outro no corpo de uma menina com depressão e que planeja se matar, e depois em garoto gay.

David Levithan sabe captar cada essência do cada adolescente que criou para seu livro, em todo caso o livro é aquele romance sobre dois casais que não podem ficar juntos. E diferente das demais obras que abordam esse tipo de assunto. A beleza desta, está em como os dois, A e Rhiannon acabam se apaixonando todos os dias, e como apesar dele estar com outro corpo, outra vida em mãos, eles ainda conseguem amar um ao outro.

@Samwell_Cass

A descrição de Levithan para os lugares, pode deixar um pouco a desejar, mas compensa na criação de personagens sólidos e como eles são apresentados para o leitor de forma muito simples e filosófica.

If I woke up in a different body every day--if you never knew what I was going to look like tomorrow--would you still love me?


A cada dia, A. em sua troca de corpo troca de vida, de um atleta popular, a há uma menina depressiva, cada um com suas características. Eu acho difícil categorizar esse livro, embora seja um jovem adulto em grande parte do livro, ele trata de questões muito mais profundas que isso, é um ensaio antropológico de Levithan, que nos leva as mais diferentes situações. E todos os porques que envolve A. Um ser que habita corpos por um dia de sua vida, em delírios sobre o que é ele, são deixados de lados. Embora não completamente. 
Pessoalmente, acho que um novo livro a acerto do que acontece após o final, decente para a trama, mas que para mim, não faria mal algum continuar para um ponto mais explicito.

Apesar do livro, ser como eu disse um ensaio sobre como é ser um adolescente. A falta de informação sobre o que seria A pode atrapalhar algumas pessoas no decorrer da leitura. Algumas podem simplesmente abraçar esse ensaio, outras podem achar que A é algo que nem mesmo o próprio David Levithan soube deixar claro na trama. Mas isso, se você ler nas entre linhas. Ai um livro totalmente novo vai se abrir pra você.




Ótimo!



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Por que ler literatura do século XIX?

Posted by Samuel Cassemiro on 11/23/2014 in , , , , , ,


Originalmente publicado: 24/12/2013

Investir na leitura, seja ela qual for é algo que deve ser encorajado, porem menosprezar certos tipos de ‘literatura’ deveria ser crime.

No século XIX, muito do que lemos hoje, temos graças aos Autores da época. Porem, se você já acostumou-se a ler literatura do século XIX e afins. Deve ter em mente que na situação atual que era o Mundo naqueles tempos, poderíamos até dizer que era chato.

Não tinha Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo e o queridinho do mundo Senhor dos Anéis, que só seria publicado quase um século depois do fim do Romantismo. Ta mas, aonde vamos com isso?

Bem, todas essa obras citada, tem suas qualidade na fantasia, ação e enredo bem salientadas. Mas já parou pra pensar, que a literatura do século XIX é a mesma coisa, porem – muitas vezes – sem a fantasia de dragões, feiticeiros e derivados.

Em toda a história sendo na Arte ou na Literatura, o conteúdo que é produzido na época é sempre um espelho de sociedade que os consume. Como Hoje, o que o publico mas busca são romances de teor fantástico, então o ‘mercado’ de autores tem buscar agradar seu publico, certo?

O mesmo para os autores do século XIX. Porem, se esta convencido de que realmente quer adentrar nesse mundo de amores perdidos, narcisismo, egos gigantes e uma tendência a se apaixonar pela morte. Vá com calma...

Novamente, seguindo o povo da época, que não tinha smartphones, tvs e muito menos internet. Estavam sempre a procura de algo que lhe desse tato e um aprofundamento ‘fácil’ diante de um obra. Daí as descrições longas e detalhadas.

Não só pela riqueza história, os textos do século XIX engrandecem o vocabulário, expande a mente para novos horizontes. Sem falar que ‘nossos’ clássicos são considerados os mais belos do mundo. Muitas faculdades adotam questões sobre eles, incluem até mesmo algumas no exterior.


Porem, ler antes de tudo é uma coisa mágica e assim que como a Mágica, se você usar a imaginação pode lhe dar uma visão do “século passado” e isso já deveria deixar qualquer um com a cabeça nas nuvens.

Nota¹ Essa é a introdução de um Trabalho de Português, na qual eu deveria criar uma antologia de poemas do século XIX, dentre autores do ultrarromantismo português e brasileiros, além compilar poemas, tinha de ser acrescentado notas sobre cada poemas, além de bibliografias e é claro uma Introdução. 


[ATUALIZAÇÃO: 23/11/14]
Nota² Por ser um texto didático, e de minha autoria. Cuidado na hora usar ele, em trabalhos escolares, meu intento é apenas instigar uma ideia ao leitor que procura escrever o seu próprio texto. Ou apenas, busca entender os motivos e a importâncias de ler literatura do século XIX. É proibida a copia completa ou parcial deste ou qualquer texto aqui publicados, sem aviso prévio e fonte declarada. 



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Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1

Posted by Samuel Cassemiro on 11/21/2014 in , , ,




Enfim temos a primeira parte para o final do umas das maiores franquias juvenis mais consolidadas após o fim de Harry Potter. E com um tom, totalmente diferente dos filmes anteriores, este vem um clima de bastidores de uma revolução. Katniss agora simbolo da revolução dos distritos, tem que fazer os mesmos serem firmes no campo de batalha.

O filme todo, basicamente é quase aula de como foi a 'guerra' de propagandas Capitalismo x Nazismo. E no meio desses conflitos políticos fortemente abordados no decorrer do filme. Temos Katniss totalmente sem chão após saber que Peeta, está vivo e com a Capital, que clama por um cessar fogo, enquanto Katniss grita por fogo contra fogo. Francis Lawrence foi muito metódico nas cenas em que Peeta aparece, nunca foi nada orgânico, e sim Katniss vendo-o atrás de uma tela. Ele conseguiu passar essa privação que a personagem vive em apenas algumas cenas, e como elas foram filmadas.


Ao contrário do livro, que é todo descrito em primeira pessoa aos olhos de Katniss, no filme temos um visão muito mais abrangente do que está acontecendo em Panem. E como uma adaptação, o filme funciona perfeitamente, muitas das frases e cenas icônicas de estão lá.

A Presidente Alma Coin, interpretada pela Julianne Moore está muito representada. Em alguns momento é notável que, nem mesmo ela sabe muito bem pra onde tudo isso vai dar, mas é unica chance que eles tem pra se livrarem da Capital.

O restante do elenco, manter as atuações muito boas, embora o foco esteja em Katniss, e Jennifer Lawrence da um show, embora em algumas cenas cujo a personagem vai sendo forçada a emoções fortes e todo momento, chega ser no minimo cômico. Mas nada comprometedor. 

Muito se especulou sobre no final da primeira parte, boa parte acertou em cheio, embora não da forma que achamos que fosse.

[SPOILERS]
O filme termina pouco minutos após o reencontro de Katniss e Peeta, por incrível que pareça foi mais fiel que o próprio livro. Foi em outras palavras, sufocante e aterrorizador. Ao fim temos um discurso motivador de Coin para os cidadãos do Distro 13, enquanto vemos Katniss caminhando em direção há uma janela de uma sala branca. Dentro dela, vemos Peeta no mais sublime surto de ódio, terror e loucura. A câmera fecha no rosto de Katniss, assim como no segundo filme. Mas aquela cara de determinação do segundo, da lugar ao horror, medo e incerteza do futuro.
[FIM DO SPOILER]

Por fim o grande desfecho da rebelião ficará para próxima parte, que chega aos cinemas no final de 2015. Será mais uma no de privações para os fãs. E pelo que vivemos até agora, a violência dos livro não será mascarada como no primeiro filme. E no fim, esperamos que o próximo filme, seja tão bom quando este.


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Séries | The Leftovers - 1ª Temporada

Posted by Samuel Cassemiro on 9/22/2014 in , , , ,


Aqui vai uma pergunta simples: O que você faria se 2% da população mundial simplesmente desaparecesse?

Baseado no livro homônimo de Tom Perrota, a série vai mostrar o cotidiano das pessoas de Mapletown,NY três anos após o acontecimento. A história é focada no chefe de policia Kevin Garvey e como o "Arrebatamento" mudou pra sempre a vidas das pessoas na sua cidade.

A série teve sua produção iniciada em 2011, quando Damon Lindelof anúnciou que desenvolveria a série junto a Tom Perrota, pouco após o lançamento do livro. Em fevereiro de 2013 foi encomendado um piloto, que mais tarde a HBO confirmaria uma temporada completa de 10 episódios.

Liv Tyler
Esse é ano que season finales na HBO,  True Blood já exibiu seu ultimo episódio no mês passado, e agora a ultima temporada de Boardwalk Empire vai começar esse mês. É muito bom ver, como a gigante do canais a cabo está apostando em conteúdo inovadores. A produção da série, sem medir as palavras é incrível, é muito difícil ver histórias tão boas como essa, e quando você vê o trabalho empenhado pela HBO, seja no elenco ou simplesmente como o diretor filmou uma cena, você tem aquele estalo na mente e pensa: "Isso é HBO!".

O foco aqui, não é como quase 200 milhões de pessoas sumiram, e sim como isso afetou o  restante da população, enquanto alguns ficaram ilesos outras pessoas perderam a família inteira.

Assim como todas as produções HBO, The Leftovers trata de temas pesados, questões que eu mesmo posso ter deixado passar. Mas é uma série que deve ser encarada como um ensaio sobre a humanidade num possível futuro e como ela é hoje.


Jason Theroux


Após o Evento, muitos grupos de religioso se formaram. Na série somos apresentados a dois, um novo profeta, Santo Wayne, e os Guilty Remnant uma organização onde pessoas se vestem de branco e fazem voto de silêncio, a ex-mulher de Kevin faz parte desse grupo, assim como seu afilhado, que deixou a faculdade segue o Santo Wayne.


A trilha sonora da série é impecável, muito melancólica aprofundando cada vez mais, a sensação de solidão em cada episódio. Não é uma série fácil, ela trata de temas que muitas vezes só serão entendido por pessoas que 'foram deixadas para trás' por algum ente querido. Mas apesar de tudo, a série mantem o clímax até o fim, é quase impossível deixar de assisti-la depois.


A série apesar dos baixos números de audiência foi renovada para segunda temporada, que deve chegar no final do segundo semestre de 2015. Com finais de suas principais summer series, True Blood e BoardWalk Empire, a HBO vai apostar cada vez mais em séries como The Leftovers, uma trama densa e personagens complexos.




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Resenha | Por que Indiana, João? - Danilo Leonardi

Posted by Samuel Cassemiro on 9/16/2014 in , , , ,


Autor: Danilo Leonardi
Titulo: Por que Indiana, João?
Editora: Giz Editorial
Páginas: 208
ISBN: 978-85-7855-238-1
Gênero: Jovem Adulto


 Você pode pensar que, aos quinze anos, João já deveria estar acostumado com provocações, apelidos e humilhações. Afinal, ele é um típico adolescente deslocado e tímido. Alvo perfeito para a ira dos valentões e para o desprezo das garotas. 
 Mas sua vida muda completamente quando reage a um ataque de seu maior algoz. O golpe de sorte que derruba o valentão é gravado e vira hit na internet. João se vê finalmente admirado, respeitado e seguro.  Mas tudo tem seu preço e João vai aprender qual o peso que suas escolhas podem ter não só sobre sua vida, mas sobre as vidas de todos ao seu redor. “Por que Indiana, João?” é o livro de estreia de Danilo Leonardi, editor do canal “Cabine Literária” e parte de uma história quase comum para falar sobre algo que não deveria ser tão comum assim e que faz parte da vida de muitos adolescentes, jovens e até de adultos: o bullying..



Achou que todos blogs e canais do youtube sobre livros, estão falando desse livro. E não é por menos, o autor Danilo Leonardi é criador do Cabine Literária, um dos maiores canais do youtube sobre literatura.

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Resenha | Danem-se os normais, João Estrella e Mariana Torres

Posted by Samuel Cassemiro on 8/28/2014 in , ,

Autor: João Estrella e Mariana Torres
Titulo: Danem-se os normais
Editora: Casa da Palavra
Páginas: 176
ISBN: 978-85-7734-472-7
Gênero: Não Ficção/Biografia


DE LADRÃO NAS RUAS DE BRASÍLIA E SÃO PAULO A EMPRESÁRIO NOS EUA.

Em meados da década de 1960, Sila da Conceição passava boa parte de seus dias no mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, onde vendia tapioca para garantir a sobrevivência da mãe e dos irmãos. Cinquenta anos depois, desembarca em um aeroporto da Flórida, onde é proprietário de treze imóveis, dá ordens ao telefone para funcionários de sua construtora e sua companhia de táxis.

De um extremo a outro dessa história surpreendente, Sila navegou por uma vida repleta de crime, drogas e degradação. Foi ladrão em Belém, Brasília e São Paulo, conviveu com prostitutas, traficantes e assassinos, passou diversas vezes pela prisão e foi parar em um hospital à beira da morte.

De tudo isso, extraiu as marcas que fariam seu sucesso no mundo dos negócios. Ao direcionar para uma existência corajosa o mesmo método e as mesmas leis que pautavam sua relação com as ruas, Sila transformou as cicatrizes da violência em ensinamentos de vida. Contra todas as chances, encontrou na própria experiência os motivos para buscar um rumo diferente do esperado por todos e por si mesmo.


Eu não sou fã de biografias, ainda que aprecie o gênero auto-ficção, 'Danem-se os normais' foi uma leitura que pegou de surpresa. Não só por ser uma leitura rápida, mas também porque me conquistou com um tema não muito comum. A vida de ladrão que faz da bandidagem, algo empreendedor digno de filmes hollywoodianos, cheios de reviravoltas. E estou falando da vida  de um brasileiro; "Silas, ex-ladrão".

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Artigo | Qual discurso é mais valido: Religião ou Filosofia?

Posted by Samuel Cassemiro on 8/06/2014 in , ,

"Só poeira. É como se eu tivesse sido apagada. Transformada em cinzas."

Nota¹: Este artigo é parte de um trabalho de Filosofia escrito por mim.

Por trás das das várias definições de Religião e Filosofia, algumas, se não a maioria são as mesmas. A busca por respostas e significados da vida humana no grande universo. Não só a vida humana, mas tudo que nós temos contato. Pra não dizer que somos egocêntricos, também nos preocupamos com outras coisas, que não seja nós mesmos.

 A religião está ali pra suprir nossos medos e duvidas, enquanto a Filosofia, se pergunta porque ter medo. O velho discurso de neo-ateus sobre a religião ter causados várias guerras e mortes, podia ser aplicada certo? Pra religião, se só mata em nome de alguém?

 Mas, não é a religião que mata. É próprio ser humano, que deturba tudo que toca a seu favor. E uma vez, mudada é quase impossível reverter o processo. Não está na *adicione aqui qual conjunto de regras de alguma religião* que devemos respeitar a vida, e cima de tudo nós mesmos. De onde, veio esse ódio, por negros, gays e até mesmos outras grupos religiosos. Não foi, deus/deuses nem um livro velho de mais de mil anos que disse isso. Foram nós mesmos. Nosso medo.

 O problema da pergunta "Qual discurso é mais valido Religião ou Filosofia?" é que nos dois lados, nós vamos deturbar se for necessário. O Deus que lhe deu emprego, por que você orou e pediu. Vai deixar uma escola ser explodida na Faixa de Gaza. Ah, desculpe. Aquelas crianças, eram de outra religião. Então, que o deus deles que cuide delas. 

 Quando você para pra pensar, Religião é uma empresa multi nacional, e a filosofia ser o RH, que está tendo manter seus empregados são o suficiente pra não surtarem e se matarem.

 Então, a Filosofia é uma santidade imaculada e distorções? Não, é tão maleável quanto a Religião. Mescladas, a duas podem unificar o mundo, como por fogo nele. Sem elas, teríamos o mesmo fim e voltaríamos  a idade em que nossas preocupações eram, apenas comer, se multiplicar e só.

 A unica coisa, em que podemos nos dar o luxo de ter, é fator de podemos pensar por só si. Mesmo, sob um governo totalitário, ou sob um culto de divindades. Ainda podemos, olhar lá o fundo e pensar sobre nossas culpas as causas do fizemos e melhor, podemos repensar tudo, com um pouco de esforço.

 E então, Qual discurso é mais valido? O Discurso da Vida. Do amor ao próximo. 


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Resenha | Wild Cards - O Começo de Tudo, George R. R. Martin

Posted by Samuel Cassemiro on 7/29/2014 in , ,

Autor: Vários Autores
Titulo Original: Wild Cards I
Editora: Editora LeYa
Paginas: 480
ISBN: 978-85-8044-510-7
Gênero: Fantasia / Super-heróis





Em 1946, um vírus alien que reescreve o DNA humano é acidentalmente lançado aos céus de Nova Iorque, matando 90% dos que têm contato com ele. Entretanto, 9% sofrem mutações que os transformam em criaturas deformadas (conhecidos como Coringas) e o 1% restante (conhecidos como Ases) obtém super poderes. Uma parcela dos Ases é chamada de Dois, são os que adquiriram super poderes ridículos ou insignificantes. O vírus transportado pelo ar por fim se espalha sobre todo mundo, infectando dezenas de milhares de pessoas. Fazem parte da série contos e romances-mosaico que compartilham um mesmo universo ficcional. Criada por um grupo de escritores americanos, foi reunida e editada pelo autor best-seller George R.R. Martin.


Não vou mentir, o grande "George R. R. Martin" escrito na capa, me chamou atenção pra essa obra. Posso dizer, que já virei escravo de tudo que tem o nome desse cara mas, o grande atrativo não GRR Martin. E sim, o eventos históricos e 'reais' que aconteceram na metade do século passado. 


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Livros | Maratona Literária de 24 horas!

Posted by Samuel Cassemiro on 7/26/2014 in ,




Eu adoro metas de leituras, embora na maioria das vezes não as respeite, também adoro participar de Maratonas Literárias. São ótimas pra exercitar a leitura, e ler aqueles livros que você vive adiando. E como qual quer leitor essa lista de livros adiados é enorme. E sempre que posso, e me da vontade entro em maratonas.

Desta vez não foi diferente, quem propôs essa maratona, foi o Victor do canal Olhos de Ressaca e Geek Freak.

Não tem regra. Na verdade só uma. Se dedicar durante 24hrs inteiramente a leitura de livros. É claro, respeitando as necessidades humanas, comer, beber, dormir e afins. Mas, o importe é estar durante todo o tempo possível lendo. Então, desligue-se um pouco da internet. O horário vai de você mesmo, por portanto que você participe esse fim de semana.

Os livros ficam a sua escolha, o importante é divertir lendo aquilo que você mais gosta. Mas ainda sim se desafia a ler mais do que acostumado, pois esse também um dos intuitos de uma maratona literária. Não há competição, que não seja você se superar com seus hábitos de leitura.

Abaixo segue a lista de livros que vou me comprometer a ler durante essas 24hrs. Ao todo serão três livros, e um conto/mito, eu já havia começado a leitura desses três porem, estou enrolando suas leituras. Então eu espero terminar ao menos dois deles.

  • O Festim dos Corvos de Geoge R. R. Martin. 128 paginas restantes.
  • Wild Cards - O Começo de Tudo Editado por GRR Martin. 296 paginas restantes.
  • Danem-se os normais de João Estrella de Bettencourt e Mariana Torres. 54 paginas restantes
  • Homens e Deuses - Os Doze Trabalhos de Hercules de Rex Warner. 23 paginas.



E é claro, que o Victor criou uma surpresa pra quem está participando da Maratona. Você pode confirir mais informações sobre a maratona nesse video, no Geek Freak.

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Resenha | Trilogia Jogos Vorazes

Posted by Samuel Cassemiro on 7/09/2014 in , , , ,


Umas distopias juvenis que mais me apaixonei nos últimos anos, Jogos Vorazes se tornou um novo modelo de literatura para os jovens. E isso cresceu, quando as adaptações cinematográficas foram estreando uma á uma. Falta muitos meses ainda para a primeira parte do final dessa trilogia, os teasers promocionais já comeram a ser divulgados. Particularmente, eu tenho uma lista de livros que são especiais pra mim, a ponto de não conseguir exprimir uma resenha sobre eles.

O texto foi escrito por uma grande amiga minha, Fani Carolin, cuja as palavras conseguiram resumir os sentimentos de todo mundo que já se atreveu a se aventurar por Panem. Um dos motivos de eu ter criador um blog, era fazer parte de uma comunidade de pessoas que gostam das mesmas coisas que eu. Livros, Cinema e Música. Enfim, cultura pop. Hoje com os blogs num estado de regressão é difícil encontrar bons textos, textos simples e que valem a apena por cada palavra lida. Eu espero que vocês gostem.



A Trilogia Jogos Vorazes

Por: Fani Carolin


Bom Jogos Vorazes e que a sorte esteja sempre a seu favor.


Uma vez me perguntaram qual o meu maior medo e eu respondi: Os Jogos Vorazes.

 Foi um sonho. Não cheguei à parte da arena onde tributos tem que se matar para divertir outras pessoas (A Capital). Foi o antes, sonhei sobre a colheita, não me lembro como, mas fui sorteada pros Jogos Vorazes e fui para o treinamento onde os outros tributos eram meus amigos de escola. Alias tudo acontecia dentro da escola. Até minhas melhores amigas treinavam com armas mortíferas e algumas vezes quase me matavam. 

 Então algumas de nós fugimos o que foi um desafio e pesadelo a parte, fui perseguida, cai, rolei, me machuquei, me vi completamente sozinha e quando achei que estava a salvo eu subia, subia pra arena dos Jogos Vorazes. Os 60 segundo vão se passando eu me preparo pra correr na direção da floresta, soa o sinal. Começa os jogos. E eu acordo. Desde desse dia digo que tenho medo de sonhar, mas na verdade tenho medo da continuação desse sonho.

 Quem já leu o livro vai entender do que eu estou falando. O fato é que depois desse sonho eu me coloquei de tal maneira dentro da historia, na pele da própria Katniss. Adquiri seus medos, pensamentos, decisões, aflições. Mas acho que não teria conseguido permanecer tão forte quanto ela, simplesmente me assustei de mais.

 Pra quem não leu vai achar tudo isso muito complicado então eu vou dar uma noção a vocês:

 Num futuro muito distante (queira Deus) o mundo se resume onde hoje é os Estados Unidos da America. Depois de uma guerra, guerra terrível, ele se transformam em Panem com sua capital e seus 13 distritos. Uma revolta, uma guerra civil, mortes, traições, vitorias e derrotas acontecem no distrito 13. E é assim que nascem os Jogos Vorazes.

 Uma competição anual onde cada um dos 12 distritos oferecem (obrigam), durante a colheita, um garoto e uma garota de 12 a 18 anos para a competição como tributos. Eles ficam sobre a custodia da moderna Capital até serem solto na arena, onde, como animais famintos pela sobrevivência, lutam um com os outros até que reste somente um vitorioso. 

 O problema, ou melhor, os problemas são: E se um casal apaixonado fosse para os Jogos? Se uma garota desafiasse a poderosa capital em rede nacional? E se estourar outra revolução? Os Jogos são sangrentos, os Jogos são impiedosos, os Jogos mudam todos, mas Katniss Everdeen mudara pra sempre os Jogos Vorazes.

60, 59, 58, 57, 56, 55, 54, 53, 52, 51, 50, 49, 48, 47, 46, 45, 44, 43, 42, 41, 40, 39, 38, 37, 36, 35, 34, 33, 32, 31, 30, 29, 28, 27, 26, 25, 24, 23, 22, 21, 20, 19, 18, 17, 16, 15, 14, 13, 12, 11, 10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02, 01... Que a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes se inicie.


Vamos Começar Uma Revolta

Toda guerra tem um estopim, uma fagulha calma, tímida e inofensiva até que começa de vez o incêndio. Esse pequeno foco de fogo que faz toda diferença pode acontecer sem querer, pode ser provocado pelas mais variáveis pessoas. Ele pode ser bonito, redondo e doce como amoras.

 No ato de sobreviver Katniss se tornou uma referencia de rebeldia, amoras podem ser tão perigosas quanto armas e se tornaram a fagulha de um imenso incêndio. O fogo já começou e agora ela tem que apaga-lo não somente no terreno, mas dentro de todas as pessoas de Panem, fazer com que pareça que ela nunca teve a intenção de começar uma revolução, que ela não é um símbolo de revolta e que ninguém deve seguir seus passos.

 O problema é que uma vez escolhido como herói você não é fácil sair dessa obrigação, você não pode fazer as pessoas deixarem de te escolher, de te admirar, não pode fazerem elas te esquecerem. E como ser a garotinha da Capital e seguir as regras não deu certo é hora de mudar de estratégia. 

 No massacre quaternário Katniss está disposta a tudo para manter Peeta vivo. O acordo com o presidente está desfeito e proteger quem ela ama é a prioridade. Mas dessa vez os Jogos vão ser muito mais vorazes. Na arena os antigos tributos, os vitoriosos lutam por suas vidas, no país as pessoas fogem e se rebelam contra a capital e um incêndio se alastra por todos os distritos. 

 Um plano guardado a sete chaves, um símbolo de rebeldia em perigo, um tordo, uma fagulha começa e o estrago é eminente. A Capital quer vingança, o mundo esta Em Chamas, Os Amantes Desafortunados voltam aos Jogos e o distrito 13 ressurge das cinzas. Que os Jogos Vorazes continuem...


E o vencedor é...


Em uma guerra há apenas dois lado. Você escolhe um e o outro se torna seu inimigo. Mas o que acontece quando você tem mais de um, quando ambos os lados são seus inimigos?

Os Jogos acabaram, mas a guerra ainda é voraz. Katniss é o símbolo rebelde, o Tordo e agora luta contra a Capital. Os distritos enfrentam batalhas sangrentas, ambos os lados estão dispostos a tudo para ganhar e tomar o poder. Katniss não tem como protestar as maldades, é tão submetida ao 13 quanto era pela Capital. Peeta foi levado. Gale parece não entendê-la mais. Prim e sua mãe estão realmente seguras? No amor e na guerra vale tudo. 

Ganhar tem suas perdas e todos provarão isso. Mentiras serão reveladas, inimigos e aliados serão revistos, opiniões, ódio e vinganças aprimorados. E como fez com os Jogos, Katniss também mudará de vez o curso da guerra e a seus vitoriosos.

O Distrito 13 agora é sua casa, sua proteção, sua família, seus aliados, mas como em todos os Jogos Vorazes as alianças tendem a ser quebradas mais cedo ou mais tarde. 

Senhoras e senhores... Está aberta a septuagésima sexta edição dos Jogos Vorazes.

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