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Machado de Cu é Rola de Assis ou como realmente fazer crianças a terem o habito de ler livros

Posted by Samuel Cassemiro on 8/15/2017 in , ,

Calma, isso aqui não vai ser roasted do nosso querido Machado mas, uma reflexão pessoal de como Machado de Assis pode fazer algumas pessoas a odiarem o habito simples de ler um livro,
Lá no meus tempos joviais, (ai nem sou tão velho mass) o Pequeno Sam estava em uma aula de  Português, sendo obrigado a engolir questões gramaticais e como Machado de Assis era mega importante.
Olha, eu sei, ele é pica das galaxias da literatura brasileira, alguém dê meus parabéns para ele. Mas por outro lado, estamos no século 21. O século da globalização, da informação rápida e instantânea. A cabeça dos jovens são como explosões nucleares multicoloridas de informação . Ao mesmo tempo que podem estar disposto a novidades, coisa densas e de certa não se encaixa na vida deles, pouco eles se importam.

Somos a geração perdida no próprio umbigo, buscamo representação nas coisas que consumimos. E longe de depreciar a obra do Machado e seus amigos. Mas ao meu ver, melhor que alguém decorar paginas de histórias de datas passadas ou tentar ver ser Bentinho foi trouxa ou não se Capitu era uma devassa ou só um mina empoderada. Melhor que tudo isso, é fazer nossos jovens adquirem o habito da leitura. E ta, pode ser alguns jovens acabem lendo Machado e gostado e a partir dai terem gosto pela leitura. Mas sabemos que não é caso né?

Uma coisas mais legais para ser ler e poucos professores davam a atenção era a vindoura Coleção Vagalume, pela diversidade de história e uma linguagem familiar a CRIANÇAS. É importante apresentar sim, os grandes nomes da literatura brasileira e mundial. Mas de que isso adianta se acaba criando um desdem entre os alunos por achar que toda literatura tende a ser 'chata' e nada condizente com a própria realidade de cada um.

Mas, como fazer nossas crianças lerem? Bem simples, pergunte a elas o que elas gostariam de ler ue. Eu já vivi um caso de uma professora minha, me repreender por ler livros de ficção fantástica e hqs dentro de sala de aula, e estava conversando com os amigos ao redor SOBRE OS LIVROS E HQs, enquanto que tinha um grupo de meninos na mesma sala gritando e fazendo bagunça e ela não fez nada. Maass CHOICES NÉ?

Como profissionais da educação devemos ser coniventes com nossa realidade. Todo mundo quer ler fantasia, dragões, super herois em paginas pintadas, romances adolescentes? Deixem ler PORRA.

O que vale mais? Um adolescente virando um adulto leitor para resto de sua vida e passar isso a sua família ou um que mal conseguiu ler dois livros do Machado só por que a professora deu um prazo "rasoavel'' de uma semana pra uma pessoas nunca leu livros e nem vai mais depois de uma situação dessas.


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Por que ler literatura do século XIX?

Posted by Samuel Cassemiro on 11/23/2014 in , , , , , ,


Originalmente publicado: 24/12/2013

Investir na leitura, seja ela qual for é algo que deve ser encorajado, porem menosprezar certos tipos de ‘literatura’ deveria ser crime.

No século XIX, muito do que lemos hoje, temos graças aos Autores da época. Porem, se você já acostumou-se a ler literatura do século XIX e afins. Deve ter em mente que na situação atual que era o Mundo naqueles tempos, poderíamos até dizer que era chato.

Não tinha Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo e o queridinho do mundo Senhor dos Anéis, que só seria publicado quase um século depois do fim do Romantismo. Ta mas, aonde vamos com isso?

Bem, todas essa obras citada, tem suas qualidade na fantasia, ação e enredo bem salientadas. Mas já parou pra pensar, que a literatura do século XIX é a mesma coisa, porem – muitas vezes – sem a fantasia de dragões, feiticeiros e derivados.

Em toda a história sendo na Arte ou na Literatura, o conteúdo que é produzido na época é sempre um espelho de sociedade que os consume. Como Hoje, o que o publico mas busca são romances de teor fantástico, então o ‘mercado’ de autores tem buscar agradar seu publico, certo?

O mesmo para os autores do século XIX. Porem, se esta convencido de que realmente quer adentrar nesse mundo de amores perdidos, narcisismo, egos gigantes e uma tendência a se apaixonar pela morte. Vá com calma...

Novamente, seguindo o povo da época, que não tinha smartphones, tvs e muito menos internet. Estavam sempre a procura de algo que lhe desse tato e um aprofundamento ‘fácil’ diante de um obra. Daí as descrições longas e detalhadas.

Não só pela riqueza história, os textos do século XIX engrandecem o vocabulário, expande a mente para novos horizontes. Sem falar que ‘nossos’ clássicos são considerados os mais belos do mundo. Muitas faculdades adotam questões sobre eles, incluem até mesmo algumas no exterior.


Porem, ler antes de tudo é uma coisa mágica e assim que como a Mágica, se você usar a imaginação pode lhe dar uma visão do “século passado” e isso já deveria deixar qualquer um com a cabeça nas nuvens.

Nota¹ Essa é a introdução de um Trabalho de Português, na qual eu deveria criar uma antologia de poemas do século XIX, dentre autores do ultrarromantismo português e brasileiros, além compilar poemas, tinha de ser acrescentado notas sobre cada poemas, além de bibliografias e é claro uma Introdução. 


[ATUALIZAÇÃO: 23/11/14]
Nota² Por ser um texto didático, e de minha autoria. Cuidado na hora usar ele, em trabalhos escolares, meu intento é apenas instigar uma ideia ao leitor que procura escrever o seu próprio texto. Ou apenas, busca entender os motivos e a importâncias de ler literatura do século XIX. É proibida a copia completa ou parcial deste ou qualquer texto aqui publicados, sem aviso prévio e fonte declarada. 



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Resenha | Trilogia Jogos Vorazes

Posted by Samuel Cassemiro on 7/09/2014 in , , , ,


Umas distopias juvenis que mais me apaixonei nos últimos anos, Jogos Vorazes se tornou um novo modelo de literatura para os jovens. E isso cresceu, quando as adaptações cinematográficas foram estreando uma á uma. Falta muitos meses ainda para a primeira parte do final dessa trilogia, os teasers promocionais já comeram a ser divulgados. Particularmente, eu tenho uma lista de livros que são especiais pra mim, a ponto de não conseguir exprimir uma resenha sobre eles.

O texto foi escrito por uma grande amiga minha, Fani Carolin, cuja as palavras conseguiram resumir os sentimentos de todo mundo que já se atreveu a se aventurar por Panem. Um dos motivos de eu ter criador um blog, era fazer parte de uma comunidade de pessoas que gostam das mesmas coisas que eu. Livros, Cinema e Música. Enfim, cultura pop. Hoje com os blogs num estado de regressão é difícil encontrar bons textos, textos simples e que valem a apena por cada palavra lida. Eu espero que vocês gostem.



A Trilogia Jogos Vorazes

Por: Fani Carolin


Bom Jogos Vorazes e que a sorte esteja sempre a seu favor.


Uma vez me perguntaram qual o meu maior medo e eu respondi: Os Jogos Vorazes.

 Foi um sonho. Não cheguei à parte da arena onde tributos tem que se matar para divertir outras pessoas (A Capital). Foi o antes, sonhei sobre a colheita, não me lembro como, mas fui sorteada pros Jogos Vorazes e fui para o treinamento onde os outros tributos eram meus amigos de escola. Alias tudo acontecia dentro da escola. Até minhas melhores amigas treinavam com armas mortíferas e algumas vezes quase me matavam. 

 Então algumas de nós fugimos o que foi um desafio e pesadelo a parte, fui perseguida, cai, rolei, me machuquei, me vi completamente sozinha e quando achei que estava a salvo eu subia, subia pra arena dos Jogos Vorazes. Os 60 segundo vão se passando eu me preparo pra correr na direção da floresta, soa o sinal. Começa os jogos. E eu acordo. Desde desse dia digo que tenho medo de sonhar, mas na verdade tenho medo da continuação desse sonho.

 Quem já leu o livro vai entender do que eu estou falando. O fato é que depois desse sonho eu me coloquei de tal maneira dentro da historia, na pele da própria Katniss. Adquiri seus medos, pensamentos, decisões, aflições. Mas acho que não teria conseguido permanecer tão forte quanto ela, simplesmente me assustei de mais.

 Pra quem não leu vai achar tudo isso muito complicado então eu vou dar uma noção a vocês:

 Num futuro muito distante (queira Deus) o mundo se resume onde hoje é os Estados Unidos da America. Depois de uma guerra, guerra terrível, ele se transformam em Panem com sua capital e seus 13 distritos. Uma revolta, uma guerra civil, mortes, traições, vitorias e derrotas acontecem no distrito 13. E é assim que nascem os Jogos Vorazes.

 Uma competição anual onde cada um dos 12 distritos oferecem (obrigam), durante a colheita, um garoto e uma garota de 12 a 18 anos para a competição como tributos. Eles ficam sobre a custodia da moderna Capital até serem solto na arena, onde, como animais famintos pela sobrevivência, lutam um com os outros até que reste somente um vitorioso. 

 O problema, ou melhor, os problemas são: E se um casal apaixonado fosse para os Jogos? Se uma garota desafiasse a poderosa capital em rede nacional? E se estourar outra revolução? Os Jogos são sangrentos, os Jogos são impiedosos, os Jogos mudam todos, mas Katniss Everdeen mudara pra sempre os Jogos Vorazes.

60, 59, 58, 57, 56, 55, 54, 53, 52, 51, 50, 49, 48, 47, 46, 45, 44, 43, 42, 41, 40, 39, 38, 37, 36, 35, 34, 33, 32, 31, 30, 29, 28, 27, 26, 25, 24, 23, 22, 21, 20, 19, 18, 17, 16, 15, 14, 13, 12, 11, 10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02, 01... Que a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes se inicie.


Vamos Começar Uma Revolta

Toda guerra tem um estopim, uma fagulha calma, tímida e inofensiva até que começa de vez o incêndio. Esse pequeno foco de fogo que faz toda diferença pode acontecer sem querer, pode ser provocado pelas mais variáveis pessoas. Ele pode ser bonito, redondo e doce como amoras.

 No ato de sobreviver Katniss se tornou uma referencia de rebeldia, amoras podem ser tão perigosas quanto armas e se tornaram a fagulha de um imenso incêndio. O fogo já começou e agora ela tem que apaga-lo não somente no terreno, mas dentro de todas as pessoas de Panem, fazer com que pareça que ela nunca teve a intenção de começar uma revolução, que ela não é um símbolo de revolta e que ninguém deve seguir seus passos.

 O problema é que uma vez escolhido como herói você não é fácil sair dessa obrigação, você não pode fazer as pessoas deixarem de te escolher, de te admirar, não pode fazerem elas te esquecerem. E como ser a garotinha da Capital e seguir as regras não deu certo é hora de mudar de estratégia. 

 No massacre quaternário Katniss está disposta a tudo para manter Peeta vivo. O acordo com o presidente está desfeito e proteger quem ela ama é a prioridade. Mas dessa vez os Jogos vão ser muito mais vorazes. Na arena os antigos tributos, os vitoriosos lutam por suas vidas, no país as pessoas fogem e se rebelam contra a capital e um incêndio se alastra por todos os distritos. 

 Um plano guardado a sete chaves, um símbolo de rebeldia em perigo, um tordo, uma fagulha começa e o estrago é eminente. A Capital quer vingança, o mundo esta Em Chamas, Os Amantes Desafortunados voltam aos Jogos e o distrito 13 ressurge das cinzas. Que os Jogos Vorazes continuem...


E o vencedor é...


Em uma guerra há apenas dois lado. Você escolhe um e o outro se torna seu inimigo. Mas o que acontece quando você tem mais de um, quando ambos os lados são seus inimigos?

Os Jogos acabaram, mas a guerra ainda é voraz. Katniss é o símbolo rebelde, o Tordo e agora luta contra a Capital. Os distritos enfrentam batalhas sangrentas, ambos os lados estão dispostos a tudo para ganhar e tomar o poder. Katniss não tem como protestar as maldades, é tão submetida ao 13 quanto era pela Capital. Peeta foi levado. Gale parece não entendê-la mais. Prim e sua mãe estão realmente seguras? No amor e na guerra vale tudo. 

Ganhar tem suas perdas e todos provarão isso. Mentiras serão reveladas, inimigos e aliados serão revistos, opiniões, ódio e vinganças aprimorados. E como fez com os Jogos, Katniss também mudará de vez o curso da guerra e a seus vitoriosos.

O Distrito 13 agora é sua casa, sua proteção, sua família, seus aliados, mas como em todos os Jogos Vorazes as alianças tendem a ser quebradas mais cedo ou mais tarde. 

Senhoras e senhores... Está aberta a septuagésima sexta edição dos Jogos Vorazes.

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Ensaios | Monologo á Deus

Posted by Samuel Cassemiro on 3/15/2014 in , , , , ,



Eu sempre lembro da minha ultima oração feito a Você. Eu tinha pouco mais de 9-8 anos, e com meus pais divorciados, uma instabilidade mental da minha parte por ter achado que a causa da separação era eu. Então eu pedi, um pote de sorvete com Coca-Cola, sim era um pedido totalmente egoísta aos meus olhos hoje. Mas era um domingo, e assim que sai-se da Igreja, minha irmã iria me levar a nova casa do meu pai. Eu estava com fome, e de alguma forma inocente acreditava que se tivesse Sorvete e Coca assim como os domingos quando chegava em casa e meus pais estavam juntos. Algo mágico iria fazer desse pedido, meus pais voltarem a vida de antes.

Não me entenda mal, eu sabia na época que isso não é tipo de coisa que se pede ao Senhor, mas era o que eu queria. Eu queria um pote de sorvete com coca-cola. 

Não tinha sorvete, muito menos coca-cola quando cheguei na casa do meu pai.

O pastor, sempre dizia que Deus estava de olho em nós, e cuidava de seus cervos. Se você era justo, Deus também seria justo com você.
Eu não era causa da separação de meus pais, meu pai traiu minha mãe com amiga da família. Veja só, o senhor tem um jeito estranho de cuidar de seus servos.

Mas olhe bem, eu não estou culpando o senhor pelos atos de meu pai, MUITO MENOS culpando o demônio.

Enquanto que na época eu simplesmente não tinha que lidar com nada daquilo, tinha minha mãe que afundou sob si. E agora eu só tinha minha irmã para me dar uma luz.

Dos anos pra cá, eu simplesmente deixei de seguir os dogmas. Afinal, nada do que foi prometido a mim, foi comprido. Mas não vamos entrar nisso, okay? Não foi culpa sua, eu entendo isso agora.

Alguns anos depois, eu já estava indo pra escola sozinho. Eu costumava ter um amigo, meu melhor e único amigo. Veja bem, eu perdi o gosto por fazer amigos.
Enfim, eramos muito amigos, do tipo fazer e rir das mesmas coisas, na época como criança que achava que era um pré-adolescente, o mundo além do meu próprio não me importava.

Antes de mais nada, eramos só amigos mesmo, okay?

Enfim, novamente alguém interviu nisso. E no fim acabei sem amigo, e quase todas as aulas no quarto ano, eu tinha que ficar na sala durante o intervalo. Eu fui me perdendo, em atitudes idiotas que um dia nunca pensei que faria parte em uma.

Foi nessa época de escuridão que me descobri como eu sou hoje. E até alguns anos depois, eu me culpava por talvez a culpa ser minha de Ser O que Sou. Mas, assim como todas as coisas que me aconteceram, eu simplesmente aceitei, como algo que era certo pra acontecer.

Eu era uma pessoas perdida, em sonhos e escolhas erradas, não tive alguém que erguesse a mão, muito menos abrir os olhos pra ver o que acontecia. Afinal somos assim não é? Fechamos os olhos à algumas coisas, pra não ter de lidar com elas no momento.

E foi assim, durante o restante da vida. Eu não sou de reclamar nem nada. Com os anos, tudo foi colocado para trás, e esquecido. Hoje, eu não sou nem um pouco do que já fui. Se é pra melhor, eu acredito que sim. Mas, alguns dizem que não. Eu digo a mim mesmo pra não ligar, e seguir em frente. Mas, palavras são coisas perigosas. 
Não importa, o que era ou fazia. Eu sempre medi as minhas, guardava pra mim. Houve sim, dias em que algumas escapavam, feriam pessoas, mas a vida segue e todo mundo é o que pelos erros e acertos.

Mas, assim como tudo que se repete. Uma hora nós cansamos de tudo, e jogamos as coisas pro ar, acertando a quem acertar. 

Ante-Ontem, ontem e hoje eu pensei a jogar as coisas pra cima. Pelo simplesmente fato de estar cansando de ter de se adaptar as coisas, as pessoas, aos momentos. Eu não quero meu sorvete com coca, mas que no minimo eu não seja mais obrigado a me adequar as coisas.

Estou cansado de adequar as coisas.

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