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Séries | Por que todos devem amar e assistir: Fringe (2008/2013)

Posted by Samuel P. Cassemiro on 3/26/2016 in , ,



Acho que esse é o primeiro, de uma série de artigos que quero escrever, sobre alguma coisa que hoje em dia não tem tanto brilho como antes. Eu comecei de uma forma despreocupada com o artigo falando os motivos pra amar Florence and The Machine. E de certo também veio, de um crescente sentimento de nostalgia sobre as coisas que vi na minha quase duas décadas de vida.

Eu não sou tão velho, nem tão novo quanto pareço, mal tenho duas décadas de vida (quase lá, falta um ano só) Mas, nesse tiquinho de tempo, que vi, senti e ouvi, pude guardar ótimas lembranças e gostos no decorrer dos anos. E isso é uma forma de conseguir guarda um pouco desse sentimento nostálgico e quem sabe até passa-lo adiante.

Hoje vou falar, da minha série de ficção cientifica favorita: Fringe

Fringe foi uma série pouco promissora, que veio da mente de J.J. Abrams, em 2008 quando houve um aumento significativo de produções de sci-fic para a televisão. Dentre esses são a finada The 4400 (2004 - 2007), Lost (2004 - 2010), Heroes (2006 - 2010), que recente voltou com Heroes Reborn, que parece muito boa. Todas elas vindas em busca de lugar ao sol após o encerramento de umas das maiores e mais famosas séries da scif-fic na tv americana, The X-Files (1993 - 2002).

Abençoado seja, eu cresci um pouco antes do bom da internet como se fosse estar isento de um vício inútil, aos 12 anos eu fui ter uma televisão em casa, minha família era muito Cristã a ponto de achar que a tv podia ser um caminho. Too late. Foi nessa época em que conhecia a magia da tecnologia por atrás do dvd player e afins. Acontece que todas as sextas de madrugada, tinha o vindouro Tele Seriados que passava no SBT. E puxa eu amava aquilo, apesar de acompanhar nenhuma tão afinco, eu via episódios aleatórios de várias sitcons que passavam nesse 'programa'. Aos poucos novas séries foram sendo colocas na grade, tipo, Cold Case, Elevent Hour, Nip' Tuck. Supernatural foi uma das primeiras que tive contato e na época como qualquer criança, eu tinha medo da série.



Mas então, pareceu Fringe, a chamada era bem espalhafatosa. E foi um amor a primeira vista, eu acompanhava episódios atrás de episódio. Porem, perto dos meus 13 anos, eu tive que mudar de escola e com isso o período em que eu estudava. Logo, agora tinha que acordar cedo pra ir a escola. O que acarretava em pais, com razão, me proibindo ver tv até tarde, infelizmente Fringe passava sempre perto das 2 hrs da manha. Então não pude mais acompanhar aquela série enigmática de personagens tão distintos e maravilhosos.

Por alguma reviravolta do destino, que na verdade era minha professora pedindo um breve resumo sobre a história da Grécia durante a invasão Pérsia. Eu tive a brilhante ideia de usar o filme 300 como base, eu era uma criança inocente. No final, eu tive que pegar um livro emprestado de um colega e fazer a lição correndo. Afinal como uma criança de 13 iria entender 300?. O que importa é que aluguei meu primeiro dvd numa locadora, perto de onde eu moro. E alguns meses depois, eu estaria trabalhando de freelancer pra um amigo de lá e ao mesmo tempo virando o Gnomo de lá. (Leia esse texto para saber mais sobre descobrir como começar a ler livros).

Meu trabalho lá, resumia em organizar os dvds nas estantes, atender clientes, buscar o almoço e melhor de tudo, falar muito, muito mesmo, sobre filmes e séries. Se você acha que eu escrevo de mais sobre isso, devia me ver falando sobre isso na época, eu ficava horas divagando sobre filmes favoritos e especular um pouco sobre o Marvel Cinematic Universe que na época, era apenas uma criança dando os primeiros passos com Homem de Ferro 2.

Pois bem, eu algum momento o Matheus, amigo e 'chefe' notou que sou apaixonado por ficção cientifica. E começamos a indicar filmes e séries um pros outros, eu ai falei de Fringe e na mesmo hora ele soube do estava falando! Então ele diz, que a segunda temporada ia chegar na mesma semana. Eu surtei, primeiro por que infelizmente não pude terminar a primeira temporada e fato de saber que teria mais temporada também acalentou meu coração de fã.

Na semana eu vi a segunda temporada, foi a primeira maratona de série de havia feito. A partir dai foi um amor continuo, todo ano na expectativa pelos novos episódios das novas temporadas. Discutindo em fóruns no orkut o futuros dos personagens, surtando com os casting calls de novo personagens e a volta de velhos.


Por fim, depois desse rio de lagrimas nostálgicas, vamos aos motivos:


A Mitologia




Leia-se mitologia, como sendo um conjunto de histórias ligadas umas as outras. Pois bem, Fringe tem um detalhe, você pode ver a série e ser totalmente avulso a mitologia e ainda amar a série. É uma mitologia, que começa a ser plantada desde o piloto até o ultimo episódio da série. De certa forma, uma história totalmente diferente é contada para o telespectador no fundo da trama. Eventos inteiros acontecendo atrás dos personagens. É que começa tão pequeno, como um cara careca olhando Olivia correr dentro de um trem e que vai crescendo, até se tornar o plot principal na temporada final.


A Ciência.


Se tem uma coisa que Fringe marcou minha vida, hoje é profissão que escolhi seguir, 'meio' que as cegas. Que foi cursar Ciências Biológicas. É muito comum em séries de ficção cientifica, de ter duas linhas distintas. Ou é ciência pura e real. Ou é ficção cientifica extrapolada. Fringe caminha nessa linha tênue e trabalha muita bem as diversas faces dos dois 'tipos' de ciência. Usando de pouco de ciência real, pra dar um base aos eventos fantásticos que a série mostra, viagens interdimensionais até viagens no tempo com um pé na realidade.

As Histórias




Como toda série, Fringe trabalha com histórias semanais algumas vezes.odo episódio é importante e relevante para as Histórias que serão contadas durante as temporadas, e cada uma contribui para o desenvolvendo da Mitologia da série. Se você gosta de histórias bem desenvolvidas num geral, vai amar Fringe. Temos tramas que começam um episódio e quando você que acabou, ela volta a ser relevante em outra temporada ou outro episódio. Além de ter vários episódios, temáticos incríveis. Como quando a trama se subverte em drama de investigação policial dos anos 70 sci-fi.

O Elenco



Nos anos em que Fringe esteve no ar, era difícil achar uma série com um elenco forte e competente.Sem querer dar muitos spoilers, a trama de Fringe se entrelaça muitas vezes, com elementos científicos, como Mundos Paralelos e Linhas Temporais, o que leva o Elenco a interpretar um mesmo, personagem porem totalmente diferentes, trejeitos diferentes, voz diferente e tudo isso com um enredo nada convencional. É uma diversidade incríveis de atuação, pra deixar qualquer Diretor de Elenco com inveja.

Os Personagens



Como citei, a diversidade de personagens é incrível. Assim, são eles e suas versões por, assim dizer. John Noble que interpreta o fofo do Walter Bishop, simplesmente destrói em todas as temporadas. Ao mesmo tempo, que vemos várias versões do Walter, vemos O Walter crescer e se desenvolver ao longo da série. Anna Torv também é um show a parte, sendo Olivia Dunham. Tem uma atriz mirim, que faz a Olivia mais jovem em certo momento da série e ela sem duvida foi excelentíssima. Astrig uma agente analista que cria um ligação tão linda com o Walter. Phill o diretor durão que você começa odiando e ao final amando ele. Fringe faz isso com as pessoas. E é tão bom...


Então é isso. Fringe foi uma série que buscou fugir dos padrões de sci-fi da época e foi até onde era possivel ir com uma trama implacável, com atores incriveis e personagens carismáticos que eu vou carregar comigo pro resto da vida. Espero que a quem se interessar dos temas da série, eu prometo que não irá ser desapontado.

"a crazy house"

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