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Séries | Por que todos devem amar e assistir: Fringe (2008/2013)

Posted by Samuel Cassemiro on 3/26/2016 in , ,



Acho que esse é o primeiro, de uma série de artigos que quero escrever, sobre alguma coisa que hoje em dia não tem tanto brilho como antes. Eu comecei de uma forma despreocupada com o artigo falando os motivos pra amar Florence and The Machine. E de certo também veio, de um crescente sentimento de nostalgia sobre as coisas que vi na minha quase duas décadas de vida.

Eu não sou tão velho, nem tão novo quanto pareço, mal tenho duas décadas de vida (quase lá, falta um ano só) Mas, nesse tiquinho de tempo, que vi, senti e ouvi, pude guardar ótimas lembranças e gostos no decorrer dos anos. E isso é uma forma de conseguir guarda um pouco desse sentimento nostálgico e quem sabe até passa-lo adiante.

Hoje vou falar, da minha série de ficção cientifica favorita: Fringe

Fringe foi uma série pouco promissora, que veio da mente de J.J. Abrams, em 2008 quando houve um aumento significativo de produções de sci-fic para a televisão. Dentre esses são a finada The 4400 (2004 - 2007), Lost (2004 - 2010), Heroes (2006 - 2010), que recente voltou com Heroes Reborn, que parece muito boa. Todas elas vindas em busca de lugar ao sol após o encerramento de umas das maiores e mais famosas séries da scif-fic na tv americana, The X-Files (1993 - 2002).

Abençoado seja, eu cresci um pouco antes do bom da internet como se fosse estar isento de um vício inútil, aos 12 anos eu fui ter uma televisão em casa, minha família era muito Cristã a ponto de achar que a tv podia ser um caminho. Too late. Foi nessa época em que conhecia a magia da tecnologia por atrás do dvd player e afins. Acontece que todas as sextas de madrugada, tinha o vindouro Tele Seriados que passava no SBT. E puxa eu amava aquilo, apesar de acompanhar nenhuma tão afinco, eu via episódios aleatórios de várias sitcons que passavam nesse 'programa'. Aos poucos novas séries foram sendo colocas na grade, tipo, Cold Case, Elevent Hour, Nip' Tuck. Supernatural foi uma das primeiras que tive contato e na época como qualquer criança, eu tinha medo da série.



Mas então, pareceu Fringe, a chamada era bem espalhafatosa. E foi um amor a primeira vista, eu acompanhava episódios atrás de episódio. Porem, perto dos meus 13 anos, eu tive que mudar de escola e com isso o período em que eu estudava. Logo, agora tinha que acordar cedo pra ir a escola. O que acarretava em pais, com razão, me proibindo ver tv até tarde, infelizmente Fringe passava sempre perto das 2 hrs da manha. Então não pude mais acompanhar aquela série enigmática de personagens tão distintos e maravilhosos.

Por alguma reviravolta do destino, que na verdade era minha professora pedindo um breve resumo sobre a história da Grécia durante a invasão Pérsia. Eu tive a brilhante ideia de usar o filme 300 como base, eu era uma criança inocente. No final, eu tive que pegar um livro emprestado de um colega e fazer a lição correndo. Afinal como uma criança de 13 iria entender 300?. O que importa é que aluguei meu primeiro dvd numa locadora, perto de onde eu moro. E alguns meses depois, eu estaria trabalhando de freelancer pra um amigo de lá e ao mesmo tempo virando o Gnomo de lá. (Leia esse texto para saber mais sobre descobrir como começar a ler livros).

Meu trabalho lá, resumia em organizar os dvds nas estantes, atender clientes, buscar o almoço e melhor de tudo, falar muito, muito mesmo, sobre filmes e séries. Se você acha que eu escrevo de mais sobre isso, devia me ver falando sobre isso na época, eu ficava horas divagando sobre filmes favoritos e especular um pouco sobre o Marvel Cinematic Universe que na época, era apenas uma criança dando os primeiros passos com Homem de Ferro 2.

Pois bem, eu algum momento o Matheus, amigo e 'chefe' notou que sou apaixonado por ficção cientifica. E começamos a indicar filmes e séries um pros outros, eu ai falei de Fringe e na mesmo hora ele soube do estava falando! Então ele diz, que a segunda temporada ia chegar na mesma semana. Eu surtei, primeiro por que infelizmente não pude terminar a primeira temporada e fato de saber que teria mais temporada também acalentou meu coração de fã.

Na semana eu vi a segunda temporada, foi a primeira maratona de série de havia feito. A partir dai foi um amor continuo, todo ano na expectativa pelos novos episódios das novas temporadas. Discutindo em fóruns no orkut o futuros dos personagens, surtando com os casting calls de novo personagens e a volta de velhos.


Por fim, depois desse rio de lagrimas nostálgicas, vamos aos motivos:


A Mitologia




Leia-se mitologia, como sendo um conjunto de histórias ligadas umas as outras. Pois bem, Fringe tem um detalhe, você pode ver a série e ser totalmente avulso a mitologia e ainda amar a série. É uma mitologia, que começa a ser plantada desde o piloto até o ultimo episódio da série. De certa forma, uma história totalmente diferente é contada para o telespectador no fundo da trama. Eventos inteiros acontecendo atrás dos personagens. É que começa tão pequeno, como um cara careca olhando Olivia correr dentro de um trem e que vai crescendo, até se tornar o plot principal na temporada final.


A Ciência.


Se tem uma coisa que Fringe marcou minha vida, hoje é profissão que escolhi seguir, 'meio' que as cegas. Que foi cursar Ciências Biológicas. É muito comum em séries de ficção cientifica, de ter duas linhas distintas. Ou é ciência pura e real. Ou é ficção cientifica extrapolada. Fringe caminha nessa linha tênue e trabalha muita bem as diversas faces dos dois 'tipos' de ciência. Usando de pouco de ciência real, pra dar um base aos eventos fantásticos que a série mostra, viagens interdimensionais até viagens no tempo com um pé na realidade.

As Histórias




Como toda série, Fringe trabalha com histórias semanais algumas vezes.odo episódio é importante e relevante para as Histórias que serão contadas durante as temporadas, e cada uma contribui para o desenvolvendo da Mitologia da série. Se você gosta de histórias bem desenvolvidas num geral, vai amar Fringe. Temos tramas que começam um episódio e quando você que acabou, ela volta a ser relevante em outra temporada ou outro episódio. Além de ter vários episódios, temáticos incríveis. Como quando a trama se subverte em drama de investigação policial dos anos 70 sci-fi.

O Elenco



Nos anos em que Fringe esteve no ar, era difícil achar uma série com um elenco forte e competente.Sem querer dar muitos spoilers, a trama de Fringe se entrelaça muitas vezes, com elementos científicos, como Mundos Paralelos e Linhas Temporais, o que leva o Elenco a interpretar um mesmo, personagem porem totalmente diferentes, trejeitos diferentes, voz diferente e tudo isso com um enredo nada convencional. É uma diversidade incríveis de atuação, pra deixar qualquer Diretor de Elenco com inveja.

Os Personagens



Como citei, a diversidade de personagens é incrível. Assim, são eles e suas versões por, assim dizer. John Noble que interpreta o fofo do Walter Bishop, simplesmente destrói em todas as temporadas. Ao mesmo tempo, que vemos várias versões do Walter, vemos O Walter crescer e se desenvolver ao longo da série. Anna Torv também é um show a parte, sendo Olivia Dunham. Tem uma atriz mirim, que faz a Olivia mais jovem em certo momento da série e ela sem duvida foi excelentíssima. Astrig uma agente analista que cria um ligação tão linda com o Walter. Phill o diretor durão que você começa odiando e ao final amando ele. Fringe faz isso com as pessoas. E é tão bom...


Então é isso. Fringe foi uma série que buscou fugir dos padrões de sci-fi da época e foi até onde era possivel ir com uma trama implacável, com atores incriveis e personagens carismáticos que eu vou carregar comigo pro resto da vida. Espero que a quem se interessar dos temas da série, eu prometo que não irá ser desapontado.

"a crazy house"

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Critica | Star Wars: O Despertar da Força

Posted by Samuel Cassemiro on 1/07/2016 in , , , ,


Então a franquia de space-opera mais famosa do mundo, despertou de novo, trazendo rostos novos se juntando aos velhos. Com uma peso nas costas de J.J. Abrams, diretor e mega fã da franquia, aos que esperavam algo 'novo' e diferente podem se ver decepcionados. Mas, aqueles que apenas ansiavam por sentir pele a emoção de sua franquia favorita de volta, deve ter sido mais do suficiente.

Quando a Disney comprou a Lucas Film, foi um choro. A internet quebrou em duas partes, os megas empolgados porque, isso claramente confirmava novos filmes num futuro próximo e o povo que ficou de mimimi, com medo da Disney 'infantilizar' a franquia. Mas ai, a Disney atirou bala para cima e estourou o balão da festa. Star War iria ganha um nova trilogia, com personagens novos. Prequels, contato histórias sobre a origem dos personagens. Sim isso já deu merda, mas poxa, se você olhar para o trabalho que eles vem desenvolvendo com o Marvel's Cinematic Universe, é de encher o coração saber que algo próximo disso pode ocorrer com Star Wars.

Star Wars: O Despertar da Força foi anunciado a mais de dois anos e desde então pouca coisa liberada, os trailer não mostravam muito, o que foi um ponto bem legal da divulgação. De qualquer forma, o filme compre seu papel, com referencias, piadas, ação e um trilha saudosista sem deixar devendo nada para os fã da Trilogia Original.

Personagens.



Rey,o que dizer dessa mina que mal conheço mas já considero pakas. A atriz Daisy Ridley é linda e ótima. E diferente do Luke, ela é uma heroína que vai se entregando aos poucos para o seu destino, ela também é muito mais confiante e decidida que qualquer outro personagem. A não ser o BB-8, esse sim é mais esperto de toda a galaxia. Star Wars o Despertar da Força foi o primeiro grande projeto que se protagonizou, antes disso apenas pequenos papeis em filmes independentes.

O BB-8 vale mais do que toda a cidade natal de Jarjarbinks, a franquia de Star Wars sempre buscou trazer personagens que tivesse um apelo infantil. Nisso surgiu Jarjarbinks, deu muito errado. Desta vez, criaram um personagem carismático, excêntrico, inteligente e multi uso. Ele é o personagem mais sensato do filme todo. O mais legal é que o robô surgiu de ideias de fãs, que desenvolveram o projeto e apresentaram pra J.J. Abrams.


Finn ou FN-2187 é um stormtrooper desertor, faz as vezes de Han Solo, alivio cômico que não quer entrar no meio da treta entre Resistência e Primeira Ordem. Star Wars é primeiro filme hollywoodiano que John Boyega participa como um dos protagonistas, seu maior filme até então era o filme independente de scif-fic Ataque ao Prédio, onde acontece uma invasão alienígenas em um bloco habitacional no subúrbio de Londres. O ator recebeu várias nomeações pelo papel que fez no filme.

Em contraste com esses dois protagonista, interpretados por atores britânicos, temos Poe Dameron, um piloto de x-wing, interpretado pelo latino da Guatemala, Oscar Isaac. Ele vem atuando desde 2002, mas foi no filme de 2013, Inside Llewyn Davis que ele ganhou os holofotes com dezenas de nomeações de Melhor Ator em vários prêmios, inclusive no Globo de Ouro. Em 2015, além de atuar em Star Wars VII, ele também foi indicado por Melhor Ator Secundário, pelo thriller indie de sci-fic Ex Machina, e pela minissérie da HBO, Show me a Hero. Em 2016, ele será o vilão Apocalypse no próximo filme da franquia X-Men.

Os personagens clássicos da franquia, continuam perfeitos, envelhecidos e sofridos, pois muita coisa mudou nessas quase 30 anos após a queda do Império e nem tudo foi perfeito. A primeira cena, onde Han Solo e Chewie aparecem pela primeira vez, foi de arrancar suspiros, foi o primeiro elemento que fez o cinema inteiro, enfim acreditarem que estavam vendo uma sequencia de Star Wars.

Leia está tão, linda e maluca como sempre. E C3PO ainda que continua em pé no saco (mas do amor), também aqueceu os coração na cena de reencontra de Leia e Han Solo.


A Narrativa.

Luke Skywalker, surtou e sumiu do mapa. Nesse meio tempo, uma 'vertente' do Império se ascende, a Primeira Ordem, a General Leia, agora encarregada da Resistência trava uma luta contra a Primeira Ordem que ameaça a galaxia. Ela acredita que apenas com a ajuda de Luke, que está desaparecido a anos, que a Primeira Ordem poderá ser derrotada, assim ela envia Paul, um piloto de x-wing, atrás de pistas da localização de Luke.


Temos vários elementos narrativos, retirados diretamente do filmes anteriores da saga. Por exemplo:

Um robô carismático, acaba sendo encarregado de levar uma coisa secreta, que pode ajudar a derrotar o Lado Negro da Força. Esse robô, logo após receber essa coisa secreta, acaba em algum momento em um planeta deserto sozinho, é capturado por criaturas baixinhas e sucateiras. Mais tarde o robô é salvo pelo protagonista. Esse protagonista, foi deixado nesse mesmo planeta desértico por algum motivo, que ele mesmo não sabe. Mas ele vive bem, até que o robô acaba arrastando ele para uma aventura intergalática.


 Esse pequeno trecho, temos tanto em Episódio 4 e agora no 7. Veja bem eu não estou reclamando, eu apenas me senti em alguns momentos vendo um reboot da franquia. Eu sei que é tudo apelo da história emocional, deixar tudo mais unilateral. Mas, de qualquer forma essas semelhanças criam uma ligação no personagem. A gente começa a ver os personagens clássicos nos novos e isso cria uma emoção por trás, tão nostálgica.

A sequencia inicial no planeta de Jakku tem as melhores cenas e referencias de todo filme, E uso de efeitos práticos deixou o filme muito mais orgânico, não só efeitos como também criaturas práticas, duas grandes marcas da franquia Clássica.

Os furos


Bem, Star Wars é cheia de furos no roteiros, o próprio criador da saga, criou alguns deles, com Trilogia Preludio. E o Despertar da Força não podia ser diferente. E assim, a base Starkiller é linda, e coerente. Mas porra, o Império fez DUAS FUCKING ESTRELAS DA MORTE e nenhuma durou. E ai eles fazem uma outra. O vilão Kylo Ren é muito bom, as convicções dele lembram muito o Anakin, porem fazendo um sentido maior.

Mas, R2-D2 o robo que amamos muito desde sempre.  Em uma cena, BB-8 e C3PO estão conversando sobre R2, C3PO fala que R2 ficou desligado desde que Luke desapareceu. BB-8 insiste que deve ter algo que R2 tenha, que possa ajudar eles. C3PO diz que R2 não tem mais salvação. E assim, PORQUE DIABOS, ninguém retirou o HD/ou seja lá onde R2 armazena seus danos, e examinou? ERA O ROBO DO LUKE PORRA? Pois, o dialogo termina, bem no meio do filme. Ninguém faz nada. BB-8 é personagem mais sensato de lá. Pois bem após todos os perrengue, bem no final do filme, R2-D2 liga sozinho e mostra o que ele vem guardando a uns 20 anos que ninguém pensou em procurar.

De qualquer forma, Star Wars é assim, uma galaxia inteira cheia de coincidências e furos de roteiros e talvez esse seja um dos chames da franquia.

A trilha sonora foi um show, John Williams continua afinidade, ainda que tenha algumas pitadas da franquia Classica Williams renovou a sonoridade de Star Wars, tudo isso se deu pelo fato de que, o filme não se passa no espaço como nos filmes anteriores. E sim dentro de planetas. De qualquer forma, Williams trabalhou lindamente em cima dos landscapes de Star Wars, e cada nota nostálgica leva o espectador de volta pra franquia clássica.

A direção


J.J. Abrams, o menino de ouro de hollywood. Depois de trazer de volta outra franquia para os dias de hoje, Star Trek, Ele resolveu a adentrar no mundo de George Lucas.  O filme passou de mãos em mãos até que J.J. foi enfim anunciado. O que ele fez em Star Trek e em Star Wars foi algo tão respeitoso, algo que vemos que nenhum outro diretor talvez fosse capaz.  J.J. é adapto de filmes de rolo e não por outra razão que não seja a veracidade que o rolo de filme cria na tela do cinema, diferentes das câmeras digitais, que muitas vezes acaba estourando encima do CGI vs Efeitos Práticos. Nesse ponto, apenas duas coisinhas me tiraram do filme, que foram dois personagens, os unicos, em CGI de motion-cap, dentro tantos personagens aliens 'borrachudos' esses dois ficaram muito destoante do restante das criaturas.

O designe da franquia clássica retornou, tudo sujo, nada ergonômico. Sério, George Lucas estavam muito chapado quando desenvolveu o design da trilogia Prelúdio. Era tudo clean, redondo e brilhante, totalmente o oposto da franquia clássica.

O Despertar da Franquia


Após 30 anos e 3 filmes sofríveis, enfim Star Wars retornou aos eixos, cheio de personagens carismáticos, com atores competentes, uma história que promete muito. O primeiro filme, apenas foi uma apresentação, muita coisa foi deixada de lado para ser explicado nos próximos filmes, infelizmente, só em 2017. Porem,  nesse ano ainda teremos Star Wars Anthology: Rogue One, um prequel que irá contar como a Aliança Rebelde conseguiu os planos da primeira Estrela da Morte.

Star Wars: O Despertar da Força, é um filme nostálgico ao mesmo tempo novo para antiga e nova geração de fãs. Mesmo quem nunca viu os outros filme da franquia pode ir ver o Episódio VII sem problemas. Toda a produção do longa, estão de parabéns, eles conseguiram trazer Star Wars de volta pra a realidade, com efeitos lindos e set reais que dão uma profundidade enorme as cenas. Star Wars fechou o ano de 2015 com uma chave de sabre de luz.

Agora nos resta, especular e esperar pelo próximo capitulo da maior space-opera do mundo, deve sair em 2017.



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Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2

Posted by Samuel Cassemiro on 11/23/2015 in , , , , ,


O final de umas das franquias juvenis mais bem sucedida desde de Harry Potter finalmente chegou as telas do cinema no mundo todo. O ultimo filme da saga de Katniss Everdeen em sua incansável busca pela segurança de sua irmã e de todos que ela ama, teve seu desfecho satisfatório para os fãs dos livros e uma mensagem para o mundo nos dias de hoje.


Jennifer Lawrence está sublime como Katniss, diferente da primeira parte de A Esperança, desta vez temos um Katniss mais fria e determinada a matar Snow por toda a dor que ele lhe causou. Josh Hurtcherson, agora um Peeta Mellark perturbado se mostra um ator perfeito para o personagem. E Liam Hemsworth, olha ele é lindo e tudo mais, mas atuando é difícil levar ele a sério... bem, o Gale é um personagem descartável, sempre foi e neste capitulo final da franquia apenas confirmou isso.

O filme começa ligeiramente lento, exatamente após o final do ultimo filme, Katniss despedaçada, Peeta louco e Panem em chamas. Katniss vê que talvez, nunca terá seu Peeta de volta e por isso decide que apenas matando Snow, toda a dor e desgraça não terá sido em vão.


O que a parte 1 não teve de ação, a parte 2 entrega tudo e não deixa devendo nada. As armadilhas estão formidáveis e iguais as do livro. O filme foi uma adaptação fiel, corrigiu alguns maus entendidos deixados pela autora do livro e deu um sentido real á outras. Uma coisa que eu sempre disse  é que Jogos Vorazes é a franquia mais bem adaptada de todos os tempos. 

Os personagens secundários, como Effie, Haymitch, Plutarch, Coin e demais, ficam de lado no arco inicial do filme, é interessante notar os poucos diálogos que Plutarch e Coin tem logo no inicio do filme em relação as decisões da Katniss, é algo tão sutil mas, que tem grande impacto para uma das cenas mais brilhantes e bem feitas de toda a franquia;

O embate final de Katniss e Snow não é com
armas, ódio ou sangue. É com palavras e cumplicidade, Jennifer Lawrence e Donald Sutherlan dão um show de atuação. Sinceramente, não foram as mortes trágicas, cenas de ação incríveis ou takes lindos que me fizeram quase saltar da cadeira, foi esta cena linda dos dois personagens.

Woody Harrison e Elisabeth Banks estão ótimos, vemos um Haymitch mais compadecido e sóbrio, ainda que vemos que ele sempre tem alguma coisa pra beber ao lado. E Effie, pobre Effie, continua deslumbrante com suas roupas extravagantes, mas é no rosto que vemos sua maior evolução, ela não é mais aquela mulher confiante e plástica que vimos pela primeira vez, no primeiro filme. 

Jenna Malone, nossa Johanna, também continua arrasando, infelizmente, várias cenas dela dos livros foram cortadas. Na verdade, felizmente,  não boa parte das cenas do Distrito 13 foram cortadas, adaptadas e encurtadas. Faz sentido, já que o primeiro filme se passa praticamente todo dentro aqueles tuneis. Mas, eu senti falta de um terror pairando no ar, todo mundo parecia tão feliz e okay com as coisas que estava para acontecer, algo bem diferente dos livros nesse sentido.

Uma das coisas, mais legais e interessantes em relação livro, que os filmes tem, é visual global dos eventos, mostrando vários lugares e visões de personagens diferentes, que nos livros jamais poderiam aparecer, pela narrativa ser em primeira-pessoa e isso limita muito a visão da história como um todo, já que apenas vemos o que Katniss vê.

De qualquer forma, também teve personagens novos que deram as caras nesse ultimo filme, um deles foi a Comandante  Lyme, interpretada pela lindissima da Gwendoline Christie. Infelizmente a personagem só da as cara, por 2 minutos, o que foi meio broxante, ela vem atuando muito bem na série Game of Thrones, triste ver que o potencial dela não foi bem aproveitado.

A trilha sonora foi bem usada nesse filme, uma das coisas que já citei várias vezes, aqui é que ter ou não uma trilha de fundo faz toda a diferença. As cenas no esgoto é coisa tão bem construída, que transmite a tensão dos personagens pro espectador. Uma das coisas tristes, é que alguns samples foram reciclados dos outros filmes, algo muito comum, mas que faz sentido para o final da saga. Um porem é que não tem soundtrack de artistas e bandas, como nos outros filmes nos créditos finais. Sim eu ligo pra isso. u.u 


No geral, o filme funcionou e fez jus como ultimo filme da saga. A direção foi competente e roteiro muito mais sagaz do que nos filmes anteriores. É triste dizer a adeus aos personagens, a uma história e um mundo. Com Harry Potter foi difícil, porque a franquia cresceu junto com milhares de pessoas  ainda que a história fossem mais distante da realidade. Diferente de Jogos Vorazes que trouxe uma discussão atual sobre politica e como as vezes nos deixamos ser guiados como cachorrinhos pela mídia.
Não só isso, como também o papel da mulher que pode sim ser forte e lutar pelo que ela quer.
Embora, algumas coisinhas ali no romance do trio pudessem ter sido cortadas, como a cena de discussão entre Peeta e Gale sobre quem a Katniss vai ficar no final. Ou até mesmo o beijo do Gale da Katniss logo no inicio, com a coitada ainda em choque e letárgica. Mas..

...foi lindo, chocante, melancólico, honesto e perfeito! 

#HayfieIsReal!


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Conheça o swordplay o esporte alternativo que simula lutas medievais!

Posted by Samuel Cassemiro on 7/31/2015 in , ,

Não são apenas babuínos bobocas balbuciando em bando



Alguns podem ver como um esporte, outros como um estilo de vida e outros como um povo meio endoidado lutando com espadas de espuma. Mas, Sworplay vai muito além disso, hoje é uma espécie de "organização" com centenas praticantes no estado de São Paulo.

Existem vários grupos, que praticam o Swordplay, não só no Brasil, assim como no mundo todo. Até alguns anos era como uma tribo underground, onde os amigos se reuniam para jogar RPG e testar suas habilidades em um Combate Singular, na hora de decidir algum embate dentro do jogo. Nesse processo, surgiu o LARP, uma espécie de irmão mais novo do RPG, que saiu da mesa e foi pra fora de casa.

A Idade Média sempre foi uma época muito almejada para as pessoas do século, 21. A literatura explorou cada canto de lá e continua explorando, tirando histórias incríveis que muitas vezes são transportadas para o cinema. E esse é um dos motivos do swordplay ter saído do nicho e foi pro mainstream, às pessoas viram que não eram apenas 'babuinos bobocas balbuciando em bandos', mas um grupo sério que foi fundado com as bases na Honra e Respeito.

Swordplay


De um modo simples, é um esporte onde são ‘simuladas’ lutas ao estilo medieval, com equipamentos seguros e regras para assegurar que todos se não se machuquem. Geralmente é praticado em lugares públicos como quadras e parques. Os 'equipamentos' são as 'réplicas' de armas, que não precisam ser necessariamente 'medievais' mas, todas são fabricadas de modo a não machucarem de forma alguma o portador ou a quem foi atingido por ela.

Qualquer pessoa pode praticar o swordplay, desde que a mesma siga as regras básicas:

Ser responsável; o fato de o equipamento ser seguro não quer dizer, que não pode causar alguma dor, se usado errado; por isso é proibido acertar a cabeça, virilha e busto (no caso das mulheres).

Ser Honesto; nos treinos de swordplay, são todos feitos sob-regras para não prejudicar a esportividade do jogo. Bancar o espertinho, fingindo não ter sido atingido ou fraldar ações dentro do jogo, pode até ser motivo para expulsão do jogo, como em alguns casos: Eventos do Grupo, Eventos gerais de swordplay, pois estes tem juízes que monitoram os jogos, para verem se tem pessoas descumprindo as regras do jogo.

Mas, em suma fica a critério do jogador se monitorar e ser honesto durante as partidas de swordplay.

Ser Honrado; apesar de tudo o swordplay é um esporte e como tal deve ser jogado na esportiva, brigas e entrigas pessoais, não devem ser trazidas para dentro do jogo. “[...]Humilde na vitória, elegante na derrota.” – League of Legends.

Os Equipamentos; são geralmente fabricados com canos de PVC, revestidos com espuma e PI. E alguns casos são usados vibras de vidro, no lugar de PVC, pois esta é mais flexível e resistente a impactos.

RPG e LARP


O swordplay e o LARP - Live Action Role-Playing caminham juntos e se complementam em alguns momentos. De ser certo, o LARP é uma evolução do RPG de mesa, no qual as ações e histórias são encenadas em tempo real. O LARP nem o RPG precisam ser sobre a Idade Média.

Existem vários Grupos de Swordplay e cada grupo tem sua história fundada (ou não) no LARP e estão em constante desenvolvimento. A Falkisgate um dos maiores grupos no Sudeste do Brasil, é um deles. Com origem na cultura alemã/celta o grupo realiza eventos, para a celebrar a cultura do Medieval.

Mas, convenhamos que até alguns anos atrás, seriam todos um grupo de nerds sendo ridicularizados. E além do fato da palavra 'nerd' já foi artificio de ofender alguém. 

O swordplay e seus demais filamentos presam as diferenças cima de tudo. E sempre é buscado formas de ajudar a comunidade, através de ações comunitárias, como o 'Nerds Pelo Bem', que surgiu dentro da Ordem do Tufão - Falkisgate e sempre faz ações solidárias em prol da comunidade. Em arrecadações de agasalhos para as pessoas carentes, ou fazer ações em comemoração aos Dias das Mães e até mesmo promover a doação de sangue.

A Cultura Medieval como hype no século XIX.




Nos últimos meses, o grupo da Falkisgate, está ganhando bastante visibilidade e ganhando membros a cada novo treino. Os motivos, variam mas, assim no começo dos anos 2000, houve um buzz de produtos de mídias, baseadas em histórias Medievais. Senhor dos Anéis, foi o grande percursor para trazer esse tipo de conteúdo para o meio mainstream.

Muitos livros, filmes e séries depois hoje a cultura medieval, é um dos maiores mercados do entretimento pop. Séries como Game of Thrones, Vikings e a franquia dos Senhor dos Anéis, vem tendo bastante destaque na mídia atualmente, são grandes responsáveis pela popularização da cultura Medieval nos dias de hoje.

Se voltarmos um pouco no tempo, nas escolas vamos ver o monstro do bullying atazanando a vida daquela criança, que curtia rpg, era taxada de nerd (estranho pensar como nerd era usado como ofensa e hoje é algo bom e todo mundo quer ser) e era ridicularizada por isso. Pode até parecer, bizarro mas, era uma verdade. Com o tempo, a popularização da cultura medieval e do RPG – que hoje em dia, já não está mais ligada a cultura medieval, vide aos grupos de RPG futurísticos, cyberpunk e derivados – mostrou que, gostar disso não te faz diferente de ninguém. Assim como qualquer gosto, não define uma pessoa.

Grupos como a Falkisgate, o qual eu pertenço, estão ajudando a combater esse monstro. Como já citado, a Falkis abraça as diferenças, qualquer um pode fazer parte dela. Desde de que, tenha respeito ao próximo.

Apesar dos treinos serem de luta medieval, tudo é tratado como um esporte, onde as divergências e gostos pessoas, devem ser deixados de lado em prol da diversão saudável de todos os envolvidos.

EPS - Encontro Paulista de Swordplay



No ultimo dia 26 de Julho, aconteceu o maior evento dedicado a prática do swordplay no Brasil. Um encontra, que nesse ano, reunião mais de 500 pessoas numa batalha massiva entre vários clãs, ordens e grupos que praticam o swordplay por todo o estado de São Paulo.

Eu entrei no grupo da Falkisgate e exatamente um ano e desde então meu amor, não só pelo esporte, mas pelo grupo cresceu. E nesse ano, pude participar junto com grande parte da Falkisgate nesse evento incrível.

O principal objetivo do EPS, além da confraternização entre as Ordens e Clãs, é a divulgação do esporte em si. Pois, além de ser gratuito e seguro é livre pra qualquer um participar.

A Falkisgate é um dos grupos mais antigos que prática o swordplay e seus 'primos' do meio medieval. E com isso, o numero de integrantes aumentou muito, pois é o grupo com mais guerreiros em campo durante o EPS. Esse ano foram 105 guerreiros lutando sob o falcão negro em azul.



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