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Séries | Stranger Things, o tributo aos anos 80

Posted by Samuel P. Cassemiro on 7/19/2016 in , , , , ,


[SEM SPOILERS]

A mais nova produção da Netflix, chegou de fininho e ganhou os corações dos amantes dos anos 80. Com um enredo bem fechado, atores competentes e uma direção sagaz, Stranger Things promete ser a nova dona da bola do sci fic na tv/streaming. 

Lá estava eu no finalzinho da tarde do dia 16/07, quando eu me deparo com o trailer dessa série. Era perto das 6hrs da tarde e foi amor a primeira vista. Minutos depois eu já tava vendo o primeiro dos oitos episódios. Quando dei por mim já era 2horas da manha do dia seguinte e havia acabado de terminar a primeira temporada de Stranger Things e a foi melhor coisa que já vi nos últimos anos. Foi triste também por que me dei conta que não teria próximo episódio pra assistir tão cedo.



Os motivos que levaram a explosão de popularidade dessa série? É muito simples. Pokemon Go. Calma, o jogo em si não, mas a nostalgia que este tipo de produto traz. Algo que o mercado do cinema vem sabendo trabalhar, com Jurassic Park e Star Wars por exemplo. E que nas séries ainda faltava alguém pra tomar seu lugar ao sol e Stranger Things soube fazer isso com maestria.




É 1985, uma noite estranha chega á Hawkings, Indiana, quatro crianças quase finalizam uma partida épica de RPG. Eles se despedem e cada uma segue para sua casa. Nesse meio tempo, em um laborátório secreto do governo na mesma cidade, deixa uma criatura estranha escapa, Will uma dos amigos está voltando pra sua casa e da de cara com o tal monstro e desaparece. No dia seguinte Mike(Finn Wolfhard), Dustin(Gaten Matarazzo)  e Lucas(Caleb McLaughlin) montão uma equipe para procurar Will e quando chegam no local, encontram a Eleven(Millie Brown). Uma menina que parece um menino assustado que pode ajudar ele a entender o que houve com o amigos deles. Que está fugindo do mesmo laboratório que a criatura.

Só o enrendo por si só já tem várias semelhanças com clássicos dos anos 80, como Gonnies, E.T., A Coisa, Enigma de Outro Mundo, A Caverna do Dragão. O letreiro estilizado e uma trilha sonora embalada por hinos do The Clash, The Seeds e Toto são harmonizados pra criar uma atmosfera q nostálgica gratificante.


O elenco principal juvenil é sensacional e muito competente. Lucas, Mike e Dustin tem uma química tão doce e divertida mas em momento tão forte e tensa. Me lembrou muito o clássico do Stephen King, Conte Comigo, onde um grupos de amigos se juntam numa busca mórbida. E a forma como o roteiro trabalha elas, vivenciando sentimentos na flor da idade da inocência é tocante. É que difícil medir em palavras o trabalho desses garotos que são dignos de todos elogios que vem recebendo da critica especializada.

Dustin, diga-se é um dos meus personagens favoritos, não só pelas referencias e sacada máximas que ele faz. Mas também por que ele é aquele amigo mediador que precisa intervir entre os próprios amigos que eles fiquem juntos e unidos nos momentos de dificuldade.


As referencias não ficam só em posters de Uma Noite Alucinante e Tubarão, mas nos diálogos entre os amigos, que são representações de jovens nerds, que amam jogar RPG e que adoram cultura pop.  Os irmãos Duffer já vem trabalho com o projeto desde de 2014, que originalmente tinha o nome de Montauk. E segundo eles a escolha do elenco juvenil foi decisiva para como projeto iria correr. Ele fizeram Wayard Pines uma série com a estética semelhante que também foi elogiada pelo publica em geral.



O maior nome no elenco é Winona Rider, que faz a mãe de Will, a criança desaparecida, Joyce Byers. E ela entrega uma atuação impecável, de uma mãe em uma montanha russa de sentimentos e aflições em busca de seu filho.


[Comentários sobre o enredo: SPOILERS]

Bem, a série toda é bem concisa e fechada com o exceção dos minutos finais. A resolução do arco geral foi bem satisfatório, a cena onde Joyce e Hooper encontram Will fazendo paralelo com a morte da filha do Chefe da Policial foi bem bacana. Porem, sério que ninguém fez uma bateria de exames no menino? Um acompanhamento psicológico? Pode ter sido questões pra próxima e já confirmada segunda temporada.



Mas numa visão mais ampla aquele episódio, The Upside Down foi bem corrido no final com alguns pulos na trama, é como se faltasse cenas, lapsos temporais pra nós espectadores. Tudo levando a crer que Eleven ainda está viva. Mas como Hooper sabe disso?

A cena final das crianças terminando o jogo, foi mais do que satisfatória e a atuação delas foi sensacional mas acho que foi quase como se nada dos últimos meses estivesse acontecido.

Sobre Jonathan e Nancy, GENTE COMO ASSIM OS DOIS NÃO FICARAM JUNTOS? Tudo bem que Steve teve sua redenção achei isso muito bacana mas, porra? A química dos dois é tão linda. Tomara que os dois fiquem juntos no próximo ano.

[FIM DOS SPOILERS]

Por fim Stranger Things é uma série que promete muito, ainda que falte uma certa identidade ela vai conquistar um lugarzinho no seu coração. E isso é promessa! E aos que já assistiram e amaram essa série, só nos restas chorar e esperar pela próxima temporada.







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